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Q1091171 Medicina
Um lactente de 4 meses é trazido por seus pais que se mostram muito preocupados pela suspeita de estrabismo em seu filho. Sua mãe diz que, durante o aleitamento, percebe que os olhos ficam voltados para o nariz. Relata que tem muito medo de que seu filho desenvolva estrabismo e sofra bullying na escola. Durante o exame, o teste do reflexo corneano encontra-se no centro e simétrico e, no teste da oclusão, não ocorre desvio.
Qual é o procedimento adequado?
Alternativas

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Tema central da questão: O enunciado aborda estrabismo versus pseudoestrabismo em lactentes, solicitando o procedimento clínico mais adequado diante de um exame compatível com olhos alinhados.

Compreensão do caso: O lactente tem 4 meses e os pais relatam olhos voltados para o nariz (estrabismo convergente) durante o aleitamento. Nos exames, reflexo corneano central e simétrico e teste de oclusão sem desvio afastam estrabismo verdadeiro. Este quadro sugere pseudoestrabismo, geralmente causado por anatomia facial (ponte nasal larga, pregas epicânticas).

Justificativa da alternativa correta (B): O pseudoestrabismo não traz risco visual, pois não há desalinhamento ocular real. Segundo as "Diretrizes de Atenção à Saúde Ocular na Infância" do Ministério da Saúde: “Em caso de ausência de alterações no reflexo vermelho e nos testes de alinhamento ocular, orientar acompanhamento regular e tranquilizar a família quanto à benignidade do quadro.” Dessa forma, o correto é tranquilizar os pais e manter acompanhamento, como recomendado em obras como Nelson Tratado de Pediatria e diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta: Não há indícios reais de estrabismo no teste da oclusão; o encaminhamento é desnecessário.

C) Atenção: Estrabismo verdadeiro até 6 meses pode ser fisiológico, mas neste caso, não há estrabismo confirmado. O texto gera confusão, misturando fisiologia e diagnóstico.

D) Errada: Não há indicação de ambliopia sem estrabismo verdadeiro. O cálculo de 30% não se aplica sem diagnóstico confirmado.

E) Equivocada: Não há relação entre simetria do reflexo corneano e causas neurológicas.

Dicas para provas: Em exames oftalmológicos pediátricos, resultados normais em testes de Hirschberg e oclusão excluem estrabismo. Cuidado com distrações baseadas apenas no relato dos responsáveis.

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O procedimento adequado nesse caso é a alternativa B: aconselhar os pais a manterem o acompanhamento regular, tranquilizando-os quanto ao provável diagnóstico de pseudoestrabismo. O teste do reflexo corneano encontra-se no centro e simétrico e, no teste da oclusão, não ocorre desvio, então é improvável que o lactante tenha estrabismo real. Pseudoestrabismo é uma condição em que parece que os olhos estão desalinhados, mas na verdade eles estão alinhados corretamente. É comum em bebês e crianças pequenas e geralmente desaparece à medida que a criança cresce e seu rosto muda. Portanto, não há necessidade de encaminhar o lactante ao serviço de oftalmologia pediátrico ou solicitar uma avaliação neurológica neste momento. É importante que os pais recebam a orientação adequada para que possam entender a condição do lactante e evitar preocupações desnecessárias.

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