A mãe de uma pré-escolar de 4 anos está preocupada com o fa...
Qual a conduta mais adequada?
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Tema central: Esta questão aborda o desenvolvimento sexual infantil, especificamente a exploração genital e a masturbação em pré-escolares. Entender essa fase é essencial para a atuação pediátrica humanizada, sem estigmatização de comportamentos naturais.
Comentário da alternativa CORRETA (E): A conduta correta é tranquilizar a mãe, esclarecendo que a masturbação e a curiosidade genital são comportamentos previsíveis entre 3 e 6 anos. Como registrado pela Sociedade de Pediatria de São Paulo: “A masturbação ou fenômeno de gratificação infantil caracteriza-se por comportamento de autoestimulação com tendência a se tornar hábito.” Tal atitude demonstra respeito ao desenvolvimento biopsicossocial, evita gerar culpa e orienta os pais a tratar o tema sem repressão. Segundo estudo da revista “Saúde e Pesquisa”, “comportamentos sexuais são esperados nessa faixa etária e não indicam patologia na ausência de outros fatores de risco”.
Análise das alternativas INCORRETAS:
A) Orientar castigo e repreensão está INCORRETO. Tal conduta pode gerar culpa, ansiedade e problemas futuros de autoestima. As boas práticas recomendam diálogo aberto e orientação sobre privacidade.
B) Encaminhar para psicologia deve ser reservado a casos que fogem do padrão (excesso, sofrimento, associação com outros sintomas). Aqui, a descrição aponta para normalidade, não havendo indicação.
C) Solicitação de FSH, LH e progesterona não se justifica. A investigação de puberdade precoce exige sinais físicos como desenvolvimento mamário, aumento da velocidade de crescimento, entre outros, ausentes no caso apresentado.
D) Notificar ao conselho tutelar seria equivocado e um excesso. Não há indícios de abuso sexual; a criança só é cuidada pela mãe, não fica sozinha e o exame físico está normal.
Dica para provas: Fique atento a detalhes: ausência de sinais físicos de abuso, relato de apenas um cuidador e exame físico normal reduzem drasticamente a suspeita de violência ou patologia. Pegadinhas são comuns, tentando associar masturbação infantil a abuso mesmo sem outros sinais ou justificativa clínica.
Referências essenciais: Sociedade de Pediatria de São Paulo (“Masturbação Infantil: Relato de Caso”), artigos em revistas científicas nacionais e recomendações em Nelson Tratado de Pediatria.
Resumo final: O médico deve orientar com segurança, evitando julgamentos ou interdições desnecessárias, promovendo o desenvolvimento saudável e informando os responsáveis.
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