Adolescente de 16 anos, do sexo masculino, solicita atendime...
Sabendo-se que não existe laboratório disponível no momento, que tratamento deve ser ministrado?
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Vamos analisar a questão apresentada, que envolve o atendimento de um adolescente com uma ferida peniana após relações sexuais desprotegidas. O tema central aqui é o manejo de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) em pacientes com úlceras genitais.
Tema Central: Infecções Sexualmente Transmissíveis e abordagem sindrômica de úlceras genitais.
Justificativa para a Alternativa Correta (B):
A alternativa B é a correta. O paciente apresenta uma úlcera genital sem vesículas e sem sintomas sistêmicos adicionais. As principais condições que causam úlceras genitais são sífilis primária, herpes genital e cancroide. No entanto, o fato de não haver vesículas torna o diagnóstico de herpes genital menos provável. Portanto, o manejo sindrômico, conforme diretrizes, sugere tratar para sífilis e cancroide (cancro mole) quando não há acesso imediato a exames laboratoriais, como recomendado por protocolos do Ministério da Saúde. A administração de Penicilina Benzatina para sífilis e Azitromicina para cancroide é uma abordagem prática e imediata.
Análise das Alternativas Incorretas:
A: Esta alternativa sugere tratamento para todas as ISTs possíveis, incluindo herpes, o que não é necessário sem a presença de vesículas. O tratamento deve ser focado nas doenças mais prováveis com base nos sintomas apresentados.
C: Tratamento preventivo para hepatite B e HIV é importante, mas a questão foca no manejo da úlcera genital presente. Além disso, profilaxia pós-exposição para HIV deve ser considerada caso a exposição ocorra com parceiro HIV positivo ou de status desconhecido, mas não é a principal abordagem aqui.
D: Donovanose causa úlceras genitais, mas é menos comum e não a primeira hipótese em casos típicos como o apresentado. Incluir donovanose sem confirmação não é prático na ausência de diagnóstico específico.
E: Profilaxia para HIV e tratamento para herpes não são indicados na ausência de sinais de infecção por herpes, como as vesículas, e sem confirmação da exposição ao HIV.
Resumo: A resposta correta é focar em sífilis e cancroide, conforme a abordagem sindrômica padrão em condições de recursos limitados. É fundamental entender que o manejo sindrômico visa cobertura eficaz, considerando a epidemiologia e apresentação clínica.
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Comentários
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Não há presença de vesículas?! Então não pode considerar uma Herpes Genital.
Alternativa B
a) De acordo com o tempo de evolução (3 semanas), as hipóteses de sífilis primária e cancroide (cancro mole) são pertinente. Mas sem vesiculas nao é herpes
b)•Adolescente: lesão única localizada na glande peniana, denominada cancro associada à linfonodomegalia satélite e sem associação à ardência, dor ou coceira
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