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Q1091156 Medicina
A leucodistrofia metacromática infantil tardia decorre de transmissão autossômica recessiva, sendo uma encefalopatia desmielinizante evolutiva e neurodegenerativa.
Nesses casos, duas características comuns, uma clínica e outra laboratorial, respectivamente, são
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Tema central: Leucodistrofia metacromática (LDM) infantil tardia, importante encefalopatia desmielinizante de transmissão autossômica recessiva.

Explicação geral sobre o tema: A LDM é causada pela deficiência da enzima arilsulfatase A, levando ao acúmulo de sulfatídeos, o que provoca a desmielinização progressiva do sistema nervoso central e periférico. No tipo infantil tardio, os primeiros sinais clínicos aparecem entre 1 e 2 anos e evoluem de forma insidiosa (lenta e progressiva), geralmente iniciando-se por distúrbios da marcha e perda de habilidades adquiridas.

Justificativa da alternativa correta (E):

Início insidioso com distúrbio da marcha, entre 1 e 2 anos de idade, e deficiência de arilsulfatase A representa precisamente o quadro clínico e laboratorial típico da LDM infantil tardia. Segundo o Manual MSD: “A forma infantil é caracterizada por paralisia progressiva e demência que se inicia geralmente antes dos 4 anos.” A deficiência da arilsulfatase A é crítica para o diagnóstico laboratorial, conforme também salienta a LDM Brasil. Identifique sempre a tríade: início precoce, distúrbio motor e comprovação enzimática.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Acúmulo de esfingomielina ocorre na doença de Niemann-Pick – não na LDM.
  • B: Início agudo e distúrbio da fala não são típicos; acúmulo de esfingomielina = erro conceitual.
  • C: Deficiência de β-galactosidase está relacionada à doença de Krabbe, não LDM.
  • D: Deficiência de arilsulfatase A correta, mas a faixa etária e o início dos sintomas não correspondem ao padrão da LDM infantil tardia, onde predomina distúrbio da marcha precoce.

Dicas de prova e estratégias:

  • Observe sempre a faixa etária de início dos sintomas em doenças neurometabólicas.
  • Desconfie de termos genéricos como “acúmulo de esfingomielina” quando o quadro pediátrico exigir precisão diagnóstica.
  • Associação laboratorial (enzima/proteína alterada) geralmente é cobrada junto com o fenótipo clínico.

Fontes de referência: Manual MSD, Associação LDM Brasil, UpToDate, Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª edição.

Resumo: O domínio dos detalhes sobre início clínico e deficiência enzimática diferencia o candidato preparado! Lembre-se: distúrbio inicial da marcha e déficit de arilsulfatase A definem a LDM infantil tardia.

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A leucodistrofia metacromática infantil tardia é uma doença genética autossômica recessiva que afeta a mielina no sistema nervoso central e periférico, resultando em uma encefalopatia desmielinizante evolutiva e neurodegenerativa. Uma das características mais importantes dessa doença é a deficiência de arilsulfatase A, que leva ao acúmulo de sulfato de cerebrósido e sulfato de sulfatídeo na mielina, danificando-a. Além disso, essa doença também apresenta um início insidioso com distúrbio da marcha, geralmente entre 1 e 2 anos de idade. Portanto, a resposta correta é a alternativa E. As outras opções apresentam características clínicas e laboratoriais diferentes da leucodistrofia metacromática infantil tardia.

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