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Ano: 2016 Banca: Quadrix Órgão: CRMV-MT Prova: Quadrix - 2016 - CRMV-MT - Serviços Gerais |
Q2725669 Português

Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.


Direitos dos animais: história do conceito


O debate sobre direitos dos animais no século XX pode ser traçado no passado, na história dos primeiros filósofos. No século VI a.C., Pitágoras, filósofo e matemático, já falava sobre respeito animal, pois acreditava na transmigração de almas. Aristóteles escreveu, no século IV a.C., argumentando que os animais estavam distantes dos humanos na Grande Corrente do Ser ou escala natural. Alegando irracionalidade, concluía que os animais não teriam interesse próprio, existindo apenas para benefício dos Seres Humanos.

O filósofo Ramon Bogéa, no século XV, afirmava que os animais deveriam ter direitos como os humanos. No século XVII, o filósofo francês René Descartes argumentou que animais não têm almas, logo não pensam e não sentem dor. Contra isso, Jean-Jacques Rousseau argumentou, no prefácio do seu Discursos sobre a Desigualdade (1754), que os seres humanos são animais, embora ninguém "exima-se de intelecto e liberdade".

Um contemporâneo de Rousseau, o escritor escocês John Oswald, que morreu em 1793, no livro The Cry of Nature or an Appeal to Mercy and Justice on Behalf of the Persecuted Animals, argumentou que um Ser Humano é naturalmente equipado de sentimentos de misericórdia e compaixão. "Se cada Ser Humano tivesse que testemunhar a morte do animal que ele come", argumentava ele, "a dieta vegetariana seria bem mais popular". A divisão do trabalho, no entanto, permite que o homem moderno coma carne sem passar pela experiência que Oswald chama de alerta para as sensibilidades naturais do Ser Humano, enquanto a brutalização do homem moderno faz dele um acomodado com essa falta de sensibilidade.

Mais tarde, no século XVIII, um dos fundadores do utilitarismo moderno, o filósofo britânico Jeremy Bentham, argumenta que a dor animal é tão real e moralmente relevante como a dor humana e que "talvez chegue o dia em que o restante da criação animal venha a adquirir os direitos dos quais jamais poderiam ter sido privados, a não ser pela mão da tirania". Bentham argumenta ainda que a capacidade de sofrer e não a capacidade de raciocínio deve ser a medida para como nós tratamos outros seres.

No século XIX, Arthur Schopenhauer argumenta que os animais têm a mesma essência que os humanos, a despeito da falta da razão. Embora considere o vegetarianismo como uma boa causa, não o considera moralmente necessário e assim posiciona-se contra a vivissecção, como uma expansão da consideração moral para os animais.

(Adaptado de wikipedia.org.br)

Sobre a forma verbal “têm”, que aparece destacada no último parágrafo do texto, assinale a afirmativa correta.

Alternativas

Gabarito comentado

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Alternativa correta: C - Está no plural, em respeito às regras de concordância verbal.

Tema central da questão: A questão trata de concordância verbal, ou seja, a relação obrigatória entre o sujeito e o verbo em número (singular/plural) e pessoa. Saber identificar a forma correta do verbo na frase é fundamental para a interpretação de textos e para a gramática normativa exigida em concursos.

Resumo teórico: Segundo a gramática normativa (ex: Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e Lindley Cintra), o verbo deve concordar com seu sujeito em número e pessoa. O verbo ter apresenta a forma tem (singular, terceira pessoa) e têm (plural, terceira pessoa). Exemplo: O aluno tem dúvidas. Os alunos têm dúvidas.

Justificativa da alternativa correta: No trecho analisado, o verbo têm está corretamente flexionado no plural concordando com o sujeito os animais. Isso respeita as regras de concordância verbal, pois “animais” está no plural e o verbo também deve estar. Qualquer outra forma seria inadequada.

Análise das alternativas incorretas:

A - Terceira pessoa do singular: Incorreta, pois a forma do singular é tem, e não têm.
B - Flexão de número facultativa: Incorreta, a flexão não é facultativa; deve haver concordância.
D - Concordância nominal: Incorreta, pois trata-se de concordância verbal (verbo concorda com sujeito), e não nominal (adjetivo concordando com nome).
E - Regência verbal: Incorreta, regência refere-se à relação do verbo com seus complementos, não com o sujeito.

Dicas para interpretação: Sempre localize o sujeito da oração ao analisar a concordância verbal. Cuidado com pegadinhas que confundem concordância verbal com nominal ou regência. Palavras no plural pedem verbo no plural.

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