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Q1091147 Medicina
Um pré-escolar de três anos deu entrada na emergência com relato de quadro compatível com crise convulsiva tônico-clônica generalizada há 40 minutos, com cerca de 5 minutos de duração. Os pais negam comorbidades ou ocorrência de quadro similar anteriormente. Contam que, uma hora antes, a criança havia retornado da creche com 39 °C de febre e administraram dipirona.
Exame físico: 37 °C, hiperemia de orofaringe, discreta sonolência, sem sinais neurológicos de localização ou rigidez de nuca. Foi realizada punção lombar, e o exame liquórico mostrou: Células: 3 (100% linfomononucleares); Hemácias: Zero; Proteínas: 15 mg/dL; Glicose: 56 mg/dL. Duas horas depois, a criança apresentava exame neurológico normal e 38 °C.
Nesse caso, a melhor conduta a seguir é
Alternativas

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O tema central desta questão é o manejo de uma convulsão febril em uma criança previamente saudável. Este é um cenário comum na pediatria, especialmente em crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, onde as convulsões febris são mais prevalentes.

Justificativa para a Alternativa Correta:

A alternativa C é a correta: prescrever antitérmicos, liberar a criança com orientação médica de conduta a ser tomada em caso de febre, e retorno imediato se houver convulsão. Este manejo segue as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que recomendam o uso de antitérmicos para o conforto da criança em casos de convulsão febril simples. Já que a criança não apresenta sinais de infecção do sistema nervoso central, o manejo é conservador e não há indicação de internação ou tratamento anticonvulsivante contínuo.

Análise das Alternativas Incorretas:

A - Administrar diazepam por via venosa, internar a criança e observar por 24 horas: Esta abordagem é mais adequada para convulsões prolongadas ou complicadas. No caso apresentado, a convulsão foi curta e já cessou, e o exame neurológico está normal.

B - Prescrever valproato de sódio oral e encaminhar a criança para acompanhamento ambulatorial: O valproato de sódio é um anticonvulsivante usado em casos de epilepsia, mas não é indicado para convulsões febris simples. O uso de anticonvulsivantes contínuos não é recomendado após uma primeira crise febril simples.

D - Internar a criança e repetir o exame liquórico após 12 horas: A punção lombar inicial foi normal e a criança não apresenta sinais sugestivos de meningite, como rigidez de nuca ou sinais neurológicos focais. Portanto, não há indicação para repetir o exame.

E - Administrar fenobarbital por via intramuscular, seguido de prescrição de manutenção por via oral: O fenobarbital não é indicado para o tratamento de convulsões febris simples. Este medicamento é utilizado em casos de epilepsia e requer monitoramento devido a efeitos adversos consideráveis.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa C, que consiste em prescrever antitérmicos, liberar a criança com orientação médica de conduta a ser tomada em caso de febre, e retorno imediato se houver convulsão. Isso porque o quadro apresentado pela criança é compatível com uma convulsão febril, que é uma crise convulsiva que ocorre em crianças devido à febre alta e pode ser causada por infecções virais ou bacterianas. É importante tratar a febre e dar orientações aos pais sobre como agir em caso de novas convulsões. Não há necessidade de internação ou prescrição de medicamentos anticonvulsivantes nesse caso. A punção lombar foi realizada para excluir meningite, mas o resultado não indica essa possibilidade.

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