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Q1091146 Medicina
Um escolar de sete anos é atendido no setor de emergência com relato de tosse há 2 dias. Ao exame, apresenta-se agitado, dispneico, com retrações subcostais e sibilos difusos, FR: 48 irpm e FC: 120 bpm; o sensório está normal, mas não consegue falar frases completas. Os pais referem que as crises são frequentes, que o acordam à noite e causam muitas faltas à escola.
Qual a gravidade da crise, a doença e a melhor conduta a ser adotada?
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Tema central: Crise asmática grave em pediatria – avaliação, classificação e conduta imediata.

Justificativa da alternativa correta (C):

O quadro clínico apresentado pelo escolar de 7 anos ( dispneia intensa, retrações subcostais, sibilos difusos, FR elevada, taquicardia e dificuldade para falar frases completas ) caracteriza uma crise asmática grave. Segundo as diretrizes da SBPT (2012) e o Protocolo Clínico da SBP, sinais de gravidade em crise asmática incluem fala fracionada, uso de musculatura acessória, FR > 30-40 irpm (dependendo da idade), sibilância difusa e agitação.

A descrição dos sintomas diários, crises noturnas e comprometimento funcional (faltas à escola) são critérios para asma persistente grave.

A conduta imediata recomendada na crise grave é:

  • Nebulização com β2-agonista de curta ação + brometo de ipratrópio (associação comprovadamente benéfica em crises graves, conforme UpToDate e SBPT), repetidos a cada 20 minutos, até 3 doses, com reavaliação clínica após cada etapa;
  • Oxigênio suplementar (mínimo 6 L/min), buscando saturação > 95%;
  • Corticosteroide sistêmico (VO ou IV), para reduzir a inflamação;

Portanto, a alternativa C está rigorosamente correta.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Erra ao classificar a asma como persistente leve e ao não incluir ipratrópio, essencial nas crises graves.
  • B: Recomenda uso contínuo de β2-agonista com ipratrópio, mas o correto é administração intermitente a cada 20 min; omite reavaliação.
  • D: Classifica a crise como “muito grave”, indica internação em UTI e xantina IV – medidas reservadas apenas para casos refratários, além de usos não preconizados em protocolos modernos.
  • E: Subestima a gravidade (define como moderada) e inclui xantina IV, que não é recomendada como terapia inicial pela SBPT (2012, p. 28).

Estratégia de prova: Busque no enunciado sinais objetivos de gravidade : fala entrecortada, FR aumentada, uso de músculos acessórios. Atenção a termos como “crise frequente”, “desperta à noite” (indicação de gravidade).

Referências relevantes:

• Diretrizes SBPT (2012, p. 27-29): “Nebulizar β2-agonista de curta duração associado a ipratrópio em crises graves.”/
• Protocolo SBP: “Em situações graves, considerar associação β2-agonista + anticolinérgico com corticoterapia precoce.”

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A gravidade da crise é classificada como grave, já que o paciente apresenta dispneia, agitação, retrações subcostais e sibilos difusos. A doença é classificada como asma persistente grave, já que os pais relatam que as crises são frequentes, que o acordam à noite e causam muitas faltas à escola. A melhor conduta a ser adotada é a alternativa C - β2-adrenérgico com ipratrópio via inalatória a cada 20 minutos, até três doses, com reavaliação após cada etapa, oxigênio (6 L/min), e corticoide VO ou IV - pois essa é a conduta indicada para crises graves de asma persistente, visando melhorar a função respiratória e diminuir os sintomas da doença.

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