Adélcia Almeida é referenciada no texto pela palavra: 

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Q3505475 Português
O texto a seguir é referência para a questão.


         As propagandas televisivas de alimentos ultraprocessados reproduzem estereótipos machistas que contribuem para o aumento do consumo desses produtos, que causam doenças como câncer e diabetes. Isso é o que conclui a pesquisa de mestrado da nutricionista Adélcia Almeida, realizada no departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.

      As mulheres ainda são responsáveis pela maior parte dos cuidados com a casa e com a alimentação familiar no Brasil. Por isso, a pesquisadora afirma que direcionar propagandas de produtos ultraprocessados para o gênero feminino é uma estratégia para que esse tipo de comida entre no cotidiano familiar, o que aumenta ainda mais o consumo.

       Adélcia relata que o uso de estereótipos femininos em anúncios de produtos que fazem mal à saúde não é novidade. As indústrias de álcool e tabaco já utilizavam estratégias para chamar o público feminino, que são as mesmas usadas para comidas ultraprocessadas. “Eles pegam essas características desejáveis pelo público feminino e colocam na publicidade, para que as mulheres, ao verem certos anúncios, se identifiquem e pensem que aquele produto vai satisfazer suas necessidades”, explica a nutricionista. Nos anúncios de cigarros, se destacava o empoderamento feminino. Agora, a questão está mais relacionada ao tempo – ou à falta dele.

      A questão do aumento do consumo de alimentos ultraprocessados não está ligada apenas à propaganda, mas também aos desafios que a mulher enfrenta na sociedade atual, segundo Adélcia. Um exemplo é a dupla jornada de trabalho, em que é preciso conciliar o emprego com os cuidados da casa e dos familiares. “Não podemos culpabilizar a mulher, porque se ela chega em casa cansada, e o marido ou os filhos não a ajudam, ao ser apresentada a um anúncio de um produto já pronto, só para esquentar no microondas, é lógico que a mulher vai sentir que, se adquirir aquele produto, vai agilizar o trabalho”, explica a pesquisadora.

    O que a nutricionista critica não é o comportamento dos consumidores, mas sim os apelos persuasivos que a publicidade de ultraprocessados usa, considerando o fato de que esse tipo de alimento é prejudicial à saúde. Para reduzir o consumo desses alimentos e suas consequências, Ana Paula Martins, orientadora do mestrado de Adélcia, afirma que as organizações internacionais de saúde recomendam que os países imponham limites à publicidade de ultraprocessados. “Aqui no Brasil a gente ainda não tem nenhuma política específica mais geral sobre isso, mas a intenção é que esse estudo contribua para mostrar o tamanho do problema e, a partir disso, as soluções em relação à restrição da publicidade de alimentos no Brasil aumentem e sejam levadas à frente”, diz a especialista.


Disponível em: https://jornal.usp.br/diversidade/propaganda-de-ultraprocessado-repete-tatica-do-cigarro-ao-usar-estereotipos-machistas/. Adaptado.  
Adélcia Almeida é referenciada no texto pela palavra: 
Alternativas

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Tema central: Interpretação de texto, com ênfase em semântica (sentido dos termos acadêmicos) e coesão referencial (como pessoas ou elementos são identificados ao longo do texto).

Comentário sobre a questão:
A pergunta exige identificar como uma pessoa é referenciada no texto a partir dos papéis acadêmicos. Aqui, é preciso compreender o significado dos termos “pesquisadora”, “orientadora”, “especialista”, “mestranda” e “orientanda”, aplicando o conceito da norma-padrão de que a referência correta deve se ajustar ao papel desempenhado no contexto apresentado.

O texto esclarece que Adélcia Almeida é a autora da pesquisa (nutricionista que realizou um trabalho de mestrado), tendo sua função ativa destacada e, em vários trechos, sendo chamada claramente de “pesquisadora”. A regra semântica (cf. Bechara; Cunha & Cintra) afirma: “Pesquisador é quem realiza o estudo ou investigação; orientador é quem supervisiona.

Justificativa da alternativa correta:
A alternativa A) pesquisadora é correta porque o texto usa essa palavra como referência direta a Adélcia, demonstrando que ela foi quem conduziu o estudo. Este termo é o escolhido pelo redator, inclusive em passagens explicativas — basta conferir:

“Por isso, a pesquisadora afirma que direcionar propagandas...

Essa estratégia coesiva é fundamental: sempre relacione o que pede a questão com o que, literalmente, o texto diz.

Análise das alternativas incorretas:

  • B) orientadora: refere-se a Ana Paula Martins, não a Adélcia. Fique atento à função de cada pessoa citada!
  • C) especialista: apesar de Adélcia ser nutricionista, essa palavra não é utilizada no texto para se referir diretamente a ela, mas sim a outros personagens.
  • D) mestranda & E) orientanda: são termos aplicáveis à condição acadêmica dela, mas o texto opta, por questões de foco e clareza, por “pesquisadora”.

Estratégia para provas: Sempre busque no texto o termo exato utilizado para referir-se à pessoa, e desconfie de termos generalistas que poderiam até estar corretos fora daquele contexto, mas não são usados explicitamente pelo autor. Compare as funções e evite cair em pegadinhas de “sinônimos possíveis” que não refletem a escolha textual.

Resumindo: a alternativa A) pesquisadora está em perfeita consonância com a coesão referencial do texto e o uso preciso da língua segundo a norma-padrão.

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Comentários

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Blz, que ela tem o titulo de mestrado, no entanto ainda é uma pesquisa e ela sendo a pesquisadora

A questão solicita a palavra em que Adélcia Almeida é referenciada no texto, a resposta está no segundo parágrafo e no final do penúltimo parágrafo, vejamos:

“As mulheres ainda são responsáveis pela maior parte dos cuidados com a casa e com a alimentação familiar no Brasil. Por isso, a pesquisadora afirma que direcionar propagandas de produtos ultraprocessados para o gênero feminino é uma estratégia para que esse tipo de comida entre no cotidiano familiar, o que aumenta ainda mais o consumo.”

“A questão do aumento do consumo de alimentos ultraprocessados não está ligada apenas à propaganda, mas também aos desafios que a mulher enfrenta na sociedade atual, segundo Adélcia. Um exemplo é a dupla jornada de trabalho, em que é preciso conciliar o emprego com os cuidados da casa e dos familiares. “Não podemos culpabilizar a mulher, porque se ela chega em casa cansada, e o marido ou os filhos não a ajudam, ao ser apresentada a um anúncio de um produto já pronto, só para esquentar no microondas, é lógico que a mulher vai sentir que, se adquirir aquele produto, vai agilizar o trabalho”, explica a pesquisadora.”

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