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Comportamento: Mais da Metade dos Brasileiros Têm Hábitos Noturnos de Compra Online

A pesquisa da Octadesk, em parceria com a Opinion Box, revelou que 56% dos brasileiros compram online à noite ou de madrugada, um avanço de 17 pontos percentuais (p.p.) em relação a 2024. O levantamento que contou com 200 entrevistados mostrou que 88% dos deles preferem comprar pela internet. Na tentativa de encontrar o melhor preço, 59% dos participantes optam fazer essa pesquisa pelo Google e, ao terem a combinação ideal, na hora de pagar, eles optam por utilizar o cartão de crédito e parcelar a compra.

Segundo Mahara Scholz, head de receita da Octadesk, o e-commerce foi impulsionado pela pandemia de covid-19. "Durante o período em casa, as pessoas aprenderam a comprar mais online e, mesmo com a volta do presencial, os números continuaram altos". Na opinião dela, a maior preferência por horários da noite ou da madrugada é motivada não só pela volta do presencial, mas também por serem períodos mais tranquilos do dia.

Um outro ponto curioso do levantamento é que oito em cada dez brasileiros fazem suas aquisições pelo celular. O aparelho também é muito utilizado para buscar atendimento, isso porque 37% dos respondentes afirmam que preferem usar o WhatsApp para isso. Em meio a essas mudanças, a inteligência artificial (IA) vem ganhando cada vez mais espaço na vida de lojistas e consumidores, influenciando as decisões de consumo.

IA em ação

Diante do aumento das compras em períodos fora do horário comercial, os chatbots são uma forma dos estabelecimentos não deixarem esses consumidores desassistidos. Tanto que 86% dos entrevistados disseram que já foram atendidos pela ferramenta, embora apenas 22% tenha avaliado o atendimento de forma positiva.

Para Scholz, a grande questão é que a tecnologia nem sempre é empregada ou treinada da forma mais adequada. Por outro lado, ela ressalta que, quando ambos são bem executados, o cliente sequer nota que está falando com um robô.

Já em termos de experiência de compra, 39% dos entrevistados afirmaram que a inteligência artificial melhora essa vivência. Parte disso pode ser atribuída à personalização, já que é cada vez mais comum lojas usarem a IA para oferecerem produtos com base nas preferências do usuário. Tanto é que 26% foram influenciados a comprar graças às ofertas exibidas com o auxílio da ferramenta, e 42% admitem que se sentiriam mais inclinados a comprar com a ajuda da IA.

Em contrapartida, essa jornada mais personalizada não seria tão atrativa para 46% dos entrevistados. Uma outra questão é em relação à credibilidade, já que 23% disseram ficar inseguros ao perceberem que a descrição de um produto foi gerada pela tecnologia.

Rodrigo Ricco, diretor geral da Octadesk, avalia que, se bem utilizada, a IA é um diferencial para as marcas. "O consumidor pode até não confiar plenamente hoje, mas espera ser compreendido e atendido com precisão, seja por humanos ou algoritmos", explica.

A pesquisa ainda revelou que uso da tecnologia não se restringe apenas aos vendedores. Em torno de 26% dos clientes também fazem pesquisas de preço com o auxílio de ferramentas como o ChatGPT e o Gemini.

Outros caminhos

Os anúncios em redes sociais também estão abrindo caminho para novas vendas. Ao menos 55% dos participantes afirmaram que ao verem o conteúdo no Instagram, resolveram comprá-lo. Na sequência, estão Facebook (31%) e YouTube (30%). Há também outros incentivos para isso, como frete grátis, prazo de entrega, cupons de desconto e promoções. Respectivamente, eles foram considerados um motivador para compra para 72%, 46%, 42% e 60%.

Na hora de pagar, o parcelamento via cartão de crédito é seguido pelo Pix, com 22% dos respondentes optando por ele, enquanto o terceiro mais utilizado é também o cartão de crédito, mas à vista (15%).


https://forbes.com.br/forbes-money/2025/07/mais-da-metade-dos-brasil eiros-compra-online-durante-a-noite-ou-de-madrugada/
"A pesquisa da Octadesk, em parceria com a Opinion Box, revelou que 56% dos brasileiros compram online à noite ou de madrugada, um avanço de 17 pontos percentuais (p.p.) em relação a 2024."
Segundo as informações do texto-base, a única alternativa INCORRETA é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Interpretação de textos e coerência textual. Questão clássica de análise crítica, exigindo identificar informação não fundamentada ou incoerente no texto-base.

Alternativa A (INCORRETA):
“O aumento das compras online à noite indica que os brasileiros estão dormindo menos.”

Justificativa: A alternativa A extrapola a informação textual. O texto relata que 56% dos brasileiros compram online à noite ou de madrugada, mas não há qualquer declaração, dado estatístico ou inferência direta de que isso tenha causado diminuição do sono da população. Pela norma de interpretação (veja Koch, 2015, em “A coerência textual”), nunca devemos tirar conclusões não explicitadas, a menos que haja forte indício textual ou contextual. Portanto, marcar esta alternativa exige o entendimento de que ela apresenta uma causa e efeito indevida.

Análise das alternativas corretas:

B) A empatia do consumidor digital com as marcas está em transição.
O texto mostra mudanças na relação consumidor-marca, principalmente pelo avanço das tecnologias e do atendimento automatizado, indicando que há de fato uma transição.

C) A influência da publicidade nas redes sociais é mais emocional que racional.
Comprovada no trecho em que se diz que “ao verem o conteúdo no Instagram, resolveram comprá-lo”, denotando impacto emocional imediato no processo de decisão.

D) A jornada de compra se tornou fragmentada e multicanal.
O texto detalha o uso de diferentes canais (Google, WhatsApp, diversas redes sociais), exemplificando fragmentação e multicanalidade.

Dica para provas: Sempre questione o que está ou não no texto. Generalizações, afirmações com “todos”, “nunca”, ou relações não evidentes são comuns como “pegadinhas”. Leia atentamente!

Referências rápidas: Bechara, E. “Gramática Escolar”; Koch, I. “A coerência textual”; Cunha & Cintra, “Nova Gramática”.

Gabarito: A

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