Entre 1831 e 1840, o Brasil viveu o Período Regencial, marc...
Suponha que, em 1838, um regente receba relatórios simultâneos sobre:
A eclosão de uma revolta armada de caráter popular e republicano no Nordeste;
A pressão das elites provinciais por maior autonomia administrativa;
O temor das elites agrárias de que a ampliação da participação política das camadas populares levasse à ruptura da ordem social escravista.
Considerando o contexto do Período Regencial e as medidas adotadas pelo governo central, qual seria a estratégia correta para preservar a unidade do Império e atender, ainda que parcialmente, aos diferentes interesses em jogo?
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Gabarito comentado
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: O ponto decisivo era identificar a alternativa que compatibiliza autonomia provincial limitada com preservação do controle central e repressão aos movimentos considerados ameaças à ordem, o que corresponde à letra E.
- Em questões sobre a Regência, procure a alternativa que combine concessão provincial parcial com preservação da monarquia e do controle central.
- Descentralização regencial não significa federação nem autonomia militar das províncias.
- Quando o enunciado mencionar revoltas populares ou republicanas e temor das elites escravistas, a tendência correta é repressão seletiva, não abertura popular ampla.
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Entre 1831 e 1840, o Império vivia uma situação delicada. De um lado, havia revoltas populares e regionais que colocavam em risco a unidade territorial. De outro, as elites provinciais pressionavam por mais autonomia administrativa. Ao mesmo tempo, os grandes proprietários rurais temiam que qualquer ampliação excessiva da participação política popular ameaçasse a ordem escravista que sustentava a economia.
Diante desse cenário, o governo não podia simplesmente centralizar tudo à força, nem ceder completamente às demandas descentralizadoras. A estratégia adotada foi intermediária: realizar reformas que ampliassem os poderes provinciais — como ocorreu com o Ato Adicional de 1834, que criou Assembleias Legislativas Provinciais —, mas sem abrir mão de mecanismos de controle central.
Ao mesmo tempo, os movimentos considerados mais radicais ou ameaçadores à ordem social foram reprimidos militarmente. Ou seja, houve concessões institucionais às elites locais, mas também firmeza contra revoltas populares que pudessem desestabilizar o Império.
Essa combinação de descentralização limitada com repressão seletiva foi o caminho encontrado para preservar a unidade territorial, proteger os interesses das elites agrárias e manter o Estado nacional recém-independente funcionando até a maioridade de Dom Pedro II.
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