A lesão medular (LM) é uma condição complexa que afeta múlt...
I. Na reabilitação pós-hospitalização, a fisioterapia avalia mobilidade, função respiratória, integridade da pele, sistema sensório-motor, amplitude de movimento, tônus e força muscular. O objetivo é estimular a reabilitação e prevenir complicações futuras, utilizando ferramentas e escalas de avaliação para documentar a evolução a curto, médio e longo prazo.
II. A fisioterapia pós-lesão medular, ao abranger domínios da Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde (CIF), visa melhorar a participação e qualidade de vida, modificando deficiências para promover a independência. Com os avanços na medicina, reabilitação e tecnologia, indivíduos com lesão medular vivem mais e com maior independência. O foco da reabilitação mudou para qualidade de vida e participação comunitária, tornando essencial avaliar e implementar intervenções que melhorem essa participação.
III. No planejamento da reabilitação, é crucial estabelecer metas funcionais viáveis de curto e longo prazo. Elas são individuais, baseadas na avaliação fisioterapêutica, e respeitam as necessidades e o nível/extensão da lesão medular.
IV. O foco da reabilitação é maximizar a independência funcional. Contudo, se a lesão impedir essa independência, pode ser preciso um cuidador. A avaliação fisioterapêutica, ao identificar dificuldades e potenciais, direciona as metas de tratamento, incluindo, se necessário, cuidadores e familiares. O fisioterapeuta pode ter em mente algumas metas funcionais esperadas em indivíduos com lesão medular completa, de acordo com o nível neurológico preservado. É crucial a avaliação individual de cada paciente para definir novas metas e observar a evolução clínica.
V. A fisioterapia para lesão medular visa fortalecer regiões preservadas, estimular trocas posturais e transferências, otimizar controle de tronco, promover independência em cadeira de rodas e ortostatismo terapêutico. A recuperação funcional e neuroplasticidade estão ligadas a estímulos sensoriais e exercícios repetitivos; otimizar mobilidade, independência e qualidade de vida ainda é um desafio, daí a importância de diferentes intervenções.