Na avaliação de um pedido de interconsulta
psiquiátrica, dentro de um hospital geral, para
avaliar possível transtorno depressivo de uma
paciente de 30 anos, notou-se que a paciente foi
diagnosticada recentemente com doença de
Crohn. Recebeu o diagnóstico há 3 dias, com
necessidade de internação por complicações
clínicas. Desde então, a paciente passou a cursar
com choro fácil durante as avaliações médicas, o
que chamou atenção da equipe que a
acompanhava na enfermaria. Mostrou-se surpresa
em ser avaliada por psiquiatra, mas confessou ter
ficado impactada com o diagnóstico de uma
doença crônica e ter chorado em alguns
momentos. Ela disse se preocupar com efeitos
prolongados do uso de medicações e com o risco
de complicações, mencionando o caso de um avô
que teve câncer colorretal. Também queixou-se de
dificuldades de dormir à noite no hospital por
causa do barulho da enfermaria. No entanto não
se sentia triste a maior parte do tempo,
procurando no hospital alternar entre leituras
sobre sua doença e outros livros, além de acessar
a internet pelo celular. Antes da internação, vinha
com bom funcionamento socio-ocupacional,
limitado apenas pelos sintomas gastrointestinais.
A paciente negou também ideação suicida ou
sintomas psicóticos. Ela tem histórico de um
episódio depressivo aos 20 anos, tratado com
sucesso com escitalopram 20 mg/dia, o qual foi
mantido por um ano. Desde então, ela manteve-se
sem sintomas depressivos identificáveis. Na
avaliação, mostrou-se inicialmente um pouco
ansiosa, mas logo acalmou-se, humor eutímico,
pensamento coerente e linear, afeto congruente e
sem alteração psicomotora. A melhor atitude em
relação ao caso dessa paciente é
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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