A regência verbal constitui aspecto fundamental da norma-pa...

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Q3990920 Português
A regência verbal constitui aspecto fundamental da norma-padrão da Língua Portuguesa, especialmente em textos acadêmicos, jurídicos e jornalísticos, nos quais a precisão sintática é indispensável. Considerando as regras de regência dos verbos, analise atentamente as alternativas, observando o sentido em que cada verbo foi empregado.

Assinale a alternativa em que a regência verbal está INCORRETA, de acordo com a norma culta.
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O enunciado exige julgamento “de acordo com a norma culta”, e, nesse critério, a alternativa D erra a regência do verbo “chegar” no sentido de destino: a preposição normativa é “a”, não “em”. Assim, “Chegamos no auditório principal exatamente às 19 horas.” está em desacordo com a norma-padrão e é a única incorreta.

Tema central: regência verbal
Análise das alternativas
A
Errada
Não é a resposta porque a regência está correta. O verbo “agradecer” admite objeto indireto para a pessoa: “aos orientadores”, e o conteúdo agradecido aparece em “pelo apoio recebido”. A estrutura está compatível com a norma-padrão.
B
Errada
Não é a resposta porque “aspirar”, no sentido de almejar ou pretender, rege a preposição “a”. Em “aspiram ao cargo público”, a regência está adequada ao sentido empregado.
C
Errada
Não é a resposta porque “informar” admite a construção com objeto direto para o conteúdo informado e objeto indireto para o destinatário: “informou o resultado aos clientes”. Não há erro de regência nessa formulação.
D
Certa
A alternativa D deve ser assinalada porque apresenta desacordo específico de regência verbal. Na norma-padrão, quando “chegar” exprime deslocamento para um lugar, a regência exigida é “chegar a”. Assim, a forma “no auditório” contraria a preposição pedida pelo verbo nesse uso. O critério decisivo não é a frequência da construção na oralidade, mas a regência exigida em contexto formal.
E
Errada
Não é a resposta porque a construção de “preferir” na norma-padrão é “preferir X a Y”. Em “prefere estudar a trabalhar”, a correlação exigida pelo verbo foi mantida, mesmo com verbos no infinitivo.
Pegadinha da questão
A banca explorou o contraste entre uso coloquial e norma-padrão: “chegar em/no/na” é frequente na fala, mas, como o enunciado exige norma culta, a regência cobrada é “chegar a”. Também havia risco de confusão com verbos que mudam de regência conforme o sentido, como “aspirar”, e com verbos que admitem mais de uma construção normativa, como “informar”.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado mencionar norma culta, julgue a regência pela preposição exigida pelo verbo, não pela forma mais comum na oralidade.
  • Verifique se o sentido do verbo altera a regência, como ocorre com “aspirar”.
  • Não elimine uma alternativa só porque existe outra construção possível; em verbos como “informar”, mais de uma estrutura pode ser normativa.
  • Em verbos comparativos como “preferir”, confira se a correlação com “a” foi preservada.

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