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Q3454414 Medicina
Aponte o exame que se constitui o principal indicador para a classificação de gravidade da doença pulmonar obstrutiva crônica: 
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Alternativa correta: A — Espirometria

Tema central: classificação da gravidade na DPOC. Em provas, “classificar gravidade” geralmente remete ao grau de limitação ao fluxo aéreo medido pelo VEF1 pós-broncodilatador na espirometria.

Por que a espirometria é o principal indicador? A espirometria confirma DPOC (VEF1/CVF < 0,70 pós-BD) e quantifica a gravidade da obstrução pelo VEF1% previsto, tradicionalmente classificado em GOLD 1 a 4: ≥80% (leve), 50–79% (moderada), 30–49% (grave), <30% (muito grave). Diretrizes GOLD 2024 e Harrison’s reforçam que o VEF1 é o melhor parâmetro padronizado para graduar a obstrução e estimar prognóstico.

Dica de prova: Apesar do manejo atual considerar também sintomas (mMRC/CAT) e risco de exacerbações (grupos A–B–E), o principal indicador da gravidade da obstrução segue sendo o VEF1 da espirometria (UpToDate; GOLD 2024).

Análise das alternativas incorretas:

B — Gasometria arterial: útil para avaliar oxigenação e hipercapnia, guiar oxigenoterapia e indicar falência respiratória, especialmente em exacerbações. Não classifica a gravidade da obstrução na DPOC segundo GOLD.

C — Radiografia de tórax: pode mostrar hiperinsuflação (achatamento diafragmático), porém tem sensibilidade limitada e não quantifica limitação ao fluxo aéreo; não é critério de gravidade.

D — DLCO: avalia difusão alveolocapilar; reduzida em enfisema, útil para fenotipagem, planejamento cirúrgico e suspeita de hipertensão pulmonar. Entretanto, não integra a classificação de gravidade da obstrução por DPOC nas diretrizes.

E — Tomografia de tórax: excelente para fenótipo (enfisema, bronquiectasias), complicações e planejamento (redução de volume), mas não é usada para graduar a obstrução.

Estratégia para acertar: ao ler “principal indicador” + “classificação de gravidade” em DPOC, pense em GOLD e VEF1 pós-BD. Evite confundir com avaliação global (sintomas/exacerbações) ou com exames de complicações.

Aplicação prática: em paciente estável com DPOC, solicite espirometria pós-broncodilatador para diagnóstico e graduação da obstrução; complemente com escalas de sintomas e histórico de exacerbações para guiar tratamento.

Referências: GOLD 2024 Global Strategy for COPD; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate – Chronic obstructive pulmonary disease: Diagnosis and staging.

Gabarito: A

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