Durante a anestesia geral em equinos, diversos fatores anatô...

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Q3879355 Veterinária
Durante a anestesia geral em equinos, diversos fatores anatômicos e fisiológicos tornam essa espécie particularmente desafiadora.
Considerando os princípios da anestesia em cavalos, é correto afirmar que
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério que resolve a questão é a fisiopatologia da hipoxemia no equino sob anestesia geral: no decúbito, a compressão pulmonar e a redução da capacidade residual funcional favorecem atelectasia em áreas dependentes, com desequilíbrio ventilação-perfusão e aumento de shunt intrapulmonar; isso eleva o gradiente alvéolo-arterial de O2 e corresponde exatamente ao mecanismo descrito na alternativa B.

Tema central: Hipoxemia no equino anestesiado
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque reduz a hipoxemia a hipoventilação alveolar como mecanismo principal. Na anestesia geral em equinos, o componente mais relevante é frequentemente a atelectasia em regiões dependentes com aumento de shunt e desigualdade V/Q, o que eleva o gradiente A-a de O2. Além disso, hipoxemia por shunt intrapulmonar não é completamente revertida apenas com aumento da FiO2, porque unidades colapsadas exigem recrutamento para restaurar adequadamente a troca gasosa.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve o mecanismo dominante da piora da oxigenação arterial em equinos anestesiados: colapso alveolar dependente, associado a desequilíbrio V/Q e shunt intrapulmonar. Esse distúrbio de troca gasosa é o que explica o aumento do gradiente A-a de oxigênio durante a anestesia geral nessa espécie, e não apenas uma redução simples da ventilação alveolar.
C
Errada
Está errada por conflito direto com a farmacologia dos agonistas alfa-2. Esses fármacos tipicamente causam bradicardia e redução do débito cardíaco, associadas a alterações hemodinâmicas, e não melhora da oxigenação por aumento do débito cardíaco. O fundamento apresentado pela alternativa é fisiologicamente incompatível com o efeito cardiovascular esperado dessa classe.
D
Errada
Está errada porque ventilação mecânica controlada melhora a ventilação alveolar e a eliminação de CO2, mas não elimina sozinha o desequilíbrio ventilação-perfusão nem o shunt decorrente de atelectasia. Quando há colapso alveolar dependente, pode ser necessária PEEP para recrutamento e manutenção dos alvéolos abertos. Portanto, dizer que a ventilação controlada torna o uso de PEEP desnecessário contraria o mecanismo respiratório envolvido.
E
Errada
Está errada porque usa exclusividade indevida. A hipercapnia durante anestesia geral em equinos depende de ventilação alveolar inadequada, aumento do espaço morto e comprometimento da mecânica respiratória, não apenas do decúbito dorsal. O decúbito dorsal pode agravar, mas não é condição única para ocorrência de hipercapnia.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre hipoventilação simples e distúrbio de oxigenação por atelectasia com shunt: no equino anestesiado, o problema central da hipoxemia não é apenas ventilar menos, e por isso nem FiO2 alta nem ventilação controlada isolada corrigem completamente o quadro.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão falar em equino sob anestesia geral e oxigenação, pense primeiro em atelectasia dependente, desigualdade V/Q e shunt intrapulmonar.
  • Aumento do gradiente A-a de O2 aponta para falha de troca gasosa; isso afasta a ideia de hipoventilação isolada como explicação suficiente.
  • Ventilação controlada corrige melhor CO2 do que shunt; não assuma que ela normaliza sozinha a oxigenação.
  • Desconfie de alternativas com termos absolutos como 'completamente', 'elimina' e 'somente' em fisiologia respiratória.

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