Paciente de 32 anos, sexo masculino, com quadro de dor epigá...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o manejo da dispepsia persistente após tratamento bem-sucedido da úlcera gástrica por H. pylori. O objetivo é definir a conduta adequada diante de sintomas sem causa orgânica detectável após erradicação da bactéria.
Justificativa da alternativa correta (D): Iniciar antidepressivo tricíclico é a conduta indicada neste caso. O paciente apresenta sintomas persistentes típicos de dispepsia funcional pós-erradicação do H. pylori, sem sinais de neoplasia ou uso de AINEs. Segundo consenso mundial e protocolos, como a Diretriz da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG, 2022, p. 11-13): “Os antidepressivos tricíclicos (como a amitriptilina) podem ser úteis em casos refratários de dispepsia funcional, modulando a dor visceral e sintomas gastrointestinais.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Retratamento de H. pylori: Inadequado, pois a erradicação foi comprovada por histologia e não há recaída bacteriana nem erro no tratamento inicial.
B) Solicitar pHmetria esofágica: Útil para sintomas de refluxo esofágico atípico ou refratário, mas não é indicada diante de quadro típico de dispepsia funcional pós-tratamento de úlcera.
C) IBP por 12 semanas: Considerado na fase inicial ou quando há evidências de úlcera ativa; entretanto, após erradicação e persistência dos sintomas, a abordagem é outra (visando modulação da sensibilidade visceral, como antidepressivos).
E) Nova endoscopia em 6 meses: Só se justificaria diante de fatores de alto risco para neoplasia, sinais de alarme ou persistência de úlcera ativa, o que não é o caso.
Ponto-chave e estratégia para questões semelhantes: Esteja atento à cronologia e resposta ao tratamento. Sintomas persistentes após manejo etiológico e ausência de doença orgânica indicam dispepsia funcional. Os antidepressivos tricíclicos têm benefício comprovado nesses cenários refratários (Harrison’s, 21ª ed., capítulo sobre Dispepsia).
Resumo normativo: Segundo o PCDT de Dispepsia Funcional do Ministério da Saúde (2022): “Os antidepressivos tricíclicos devem ser considerados para pacientes com sintomas persistentes, após exclusão de causas orgânicas e refratariedade às terapias convencionais.”
Mensagem final: Ao identificar dor epigástrica ou saciedade precoce sem explicação estrutural após tratamento adequado, pense em moduladores da dor visceral na conduta, como os tricíclicos.
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