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Q3702337 Engenharia Ambiental e Sanitária
Um engenheiro sanitarista monitora a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) que opera com o processo de lodos ativados. Em um curto período, ele observa uma súbita e drástica redução na população de protozoários (ciliados livres e sésseis), que antes eram abundantes e diversificados. Concomitantemente, os flocos de lodo perdem sua estrutura, tornando-se dispersos, e a sedimentação é severamente comprometida, resultando em um Índice Volumétrico de Lodo (IVL) elevado e efluente com turbidez crescente. Um odor forte e incomum, reminiscente de produtos químicos industriais, é percebido no tanque de aeração, e não há indícios de deficiência prolongada de oxigênio dissolvido ou de nutrientes no sistema. Considerando essas observações e os indicadores microbiológicos da saúde do lodo ativado, qual é a interpretação mais provável para a situação e a causa subjacente?
Alternativas

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Tema central: O tema desta questão é o impacto de choques tóxicos no processo de lodos ativados em Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), analisando sinais operacionais e microbiológicos do sistema, com foco na saúde dos protozoários e estrutura dos flocos.

Conceito-chave: No processo de lodos ativados, o equilíbrio e a qualidade do tratamento dependem da integridade dos flocos biológicos—formados por bactérias e outros microrganismos—e da presença de protozoários, importantes indicadores de operação estável. Qualquer choque tóxico pode provocar a redução abrupta desses protozoários, floculação deficiente, aumento do IVL (índice volumétrico de lodo), e liberação de odores suspeitos.

Justificativa da alternativa A (correta):

O enunciado descreve: queda abrupta de protozoários (sensíveis a toxinas), flocos dispersos e IVL elevado (indicando má sedimentação), e odor químico incomum (sugerindo contaminação externa). Não há menção de deficiência de oxigênio ou nutrientes, eliminando causas clássicas de outros problemas do lodo. A soma dos sinais aponta fortemente para choque tóxico, conforme abordado em referências como Von Sperling (2002) e Jordão & Pessoa (2014).

Por que as demais alternativas estão incorretas?

B: Baixa carga orgânica e alta idade do lodo favorecem filamentos, mas a questão aponta para flocos desfeitos e odor atípico—não características desse caso.
C: Bulking filamentoso se relaciona a deficiência de oxigênio ou nutrientes; o enunciado nega carência dessas variáveis.
D: Lodo jovem e alta carga produzem flocos menores, porém a redução dos protozoários e odor químico não condizem com esse cenário.
E: Situação de equilíbrio implica IVL baixo, protozoários saudáveis e ausência de odores incomuns, diferente do quadro relatado.

Dicas para outras questões: Atente-se à causalidade dos sintomas e à descrição minuciosa dos parâmetros operacionais (protozoários, IVL, odor), evitando confusões típicas entre causas de instabilidades (ex: bulking x toxicidade). Leia cuidadosamente termos como "sem deficiência de oxigênio" ou "odor químico", pois costumam orientar a eliminação de alternativas.

Referências: Von Sperling, M.; Jordão & Pessoa.

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