Uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de um pequeno muni...
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Tema central: A questão aborda sistemas de lagoas de estabilização em ETEs, focalizando remoção de patógenos, controle de algas e atendimento a padrões rigorosos de desinfecção. O objetivo é analisar o papel de cada lagoa e identificar estratégias eficazes para melhorar a qualidade do efluente final.
Fundamentação teórica: Conforme Von Sperling (2014) e a Sabesp, a remoção de patógenos nas lagoas de estabilização depende da sinergia entre fatores como Tempo de Detenção Hidráulica (TDH), radiação solar UV, pH elevado (devido à fotossíntese das algas) e predação de microrganismos superiores. A lagoa de maturação é, tradicionalmente, a etapa destinada à polimento final e remoção de organismos.
Justificativa da alternativa correta (C):
A alternativa C reflete com maior precisão o modelo multifatorial de remoção de patógenos. Ela destaca corretamente que fatores físicos, químicos e biológicos atuam conjuntamente e reforça o papel crítico da lagoa de maturação nesse contexto (NBR 12.209/2011, item 5.7). Ao reconhecer a complexidade dos mecanismos envolvidos, evita generalizações ou soluções únicas.
Análise das alternativas incorretas:
A: Diz que filtração e cloração seriam a "única solução". Errado! Existem sistemas de lagoas bem projetados que podem atender aos padrões, e outras alternativas tecnológicas são possíveis. A palavra “única” é um excesso – fique atento a generalizações desse tipo em provas!
B: Afirma que florecimento de algas indica alta remoção de fósforo e não prejudica remoção de patógenos. Falso! O excesso de algas pode realimentar o ciclo de nutrientes e até proteger patógenos da radiação solar.
D: Propõe a conversão para lagoa aerada mecanicamente. Embora intensifique a nitrificação, não resolve o controle de algas nem atua diretamente sobre patógenos. A aerada pode inclusive reduzir o tempo de exposição à radiação UV.
E: Credita à lagoa anaeróbia papel importante contra coliformes. Incorreto! O ambiente anaeróbio não favorece a inativação de patógenos, sendo a maturação muito mais eficaz nesse aspecto (ver Metcalf & Eddy, 2016).
Dicas para a prova: Atenção a termos absolutos (“único”, “sempre”), inversionismo de causas e consequências, e diferenciação entre etapas da ETE. Lembre-se: sistemas naturais são multifatoriais!
Alternativa C é a resposta correta.
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Comentários
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A alternativa correta é a C.
Justificativa:
Esta questão aborda o funcionamento e os mecanismos de remoção de poluentes em Lagoas de Estabilização, especificamente o papel das Lagoas de Maturação.
* Por que a C está correta:
As lagoas de maturação são projetadas primariamente para a remoção de patógenos (desinfecção) e nutrientes (nitrogênio e fósforo), e não tanto para a remoção de matéria orgânica (DBO), que já foi removida nas etapas anteriores (anaeróbia e facultativa).
O processo de desinfecção natural nessas lagoas é de fato multifatorial e depende de:
* Radiação Solar (UV): A penetração da luz ultravioleta danifica o DNA das bactérias e vírus.
* pH Elevado: A intensa atividade fotossintética das algas consome CO₂, elevando o pH (frequentemente acima de 9 durante o dia), o que é letal para coliformes (bactérias fecais).
* Tempo de Detenção Hidráulica (TDH): As lagoas de maturação possuem TDH longo para garantir a mortalidade natural dos microrganismos.
* Predação: Ocorre por organismos zooplanctônicos.
Análise das alternativas incorretas:
* A: O erro está em dizer que seria a "única solução viável". Existem diversas outras tecnologias (como flotação por ar dissolvido, uso de wetlands, membranas ou otimização hidráulica das lagoas existentes) que poderiam resolver o problema sem necessariamente usar filtração em areia + cloração. Além disso, clorar efluente rico em algas pode gerar subprodutos perigosos (trihalometanos).
* B: Embora as algas assimilem fósforo, a presença excessiva delas no efluente final (floração) aumenta a turbidez e a DBO (DBO particulada das algas), impactando negativamente a qualidade do corpo receptor se não forem removidas. A turbidez excessiva também pode blindar os patógenos contra a radiação UV.
* D: Converter a lagoa facultativa em aerada mecanicamente aumenta o consumo de energia e foca na remoção de matéria orgânica de forma mais rápida. Embora ajude na nitrificação, não é a estratégia mais direta para o problema de "desinfecção" citado no enunciado, e lagoas aeradas geralmente têm menor eficiência na remoção de patógenos do que lagoas de maturação bem dimensionadas devido à turbidez e mistura intensa.
* E: A lagoa anaeróbia é extremamente eficiente na remoção de matéria orgânica (DBO), mas sua eficiência na remoção de coliformes (patógenos) é baixa se comparada às lagoas de maturação e facultativas. O ambiente é inóspito, mas o tempo de detenção é curto para garantir desinfecção substancial.
Fonte: Gemini.
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