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Q3702331 Engenharia Ambiental e Sanitária
O dimensionamento hidráulico de coletores de esgoto sanitário em regime de escoamento por gravidade é um processo complexo que busca equilibrar a capacidade de transporte da vazão de projeto com a garantia de condições de autolimpeza da tubulação. A manutenção de velocidades adequadas é fundamental para prevenir o acúmulo de sólidos e a formação de gases indesejáveis. Considerando os critérios de dimensionamento e os desafios operacionais de coletores de esgoto por gravidade, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Tema central: O foco da questão é o dimensionamento hidráulico de coletores de esgoto sanitário por gravidade, principalmente a garantia de autolimpeza por meio de velocidades mínimas adequadas, conforme critérios normativos.

Comentário sobre o tema: Em redes coletoras de esgoto, um dos maiores desafios é prevenir o acúmulo de sólidos dentro das tubulações, o que leva à geração de gases e odores desagradáveis, além de onerosas operações de limpeza. Por isso, adota-se o conceito de velocidade mínima de autolimpeza, fundamental para que a corrente de esgoto mantenha os sólidos em suspensão, impedindo sua deposição.

Referência normativa: A ABNT NBR 9649:1986 define que a velocidade mínima recomendada para garantir autolimpeza é cerca de 0,6 m/s, normalmente obtida com tensão trativa mínima de 1,0 Pa.

Análise das alternativas:

A) Incorreta. A velocidade de autolimpeza não é secundária; confiar apenas na declividade é um erro, pois vazões muito baixas podem não atingir velocidade suficiente, favorecendo a deposição de sólidos.

B) Incorreta. Diâmetros muito grandes nas fases iniciais reduzem a velocidade do escoamento, prejudicando a autolimpeza – risco inverso ao desejado.

C) Incorreta. A velocidade máxima tem relação direta com proteção da tubulação contra abrasão causada por sólidos mais pesados, fator desprezado aqui.

D) Correta. Garantir a velocidade mínima de autolimpeza é determinante, pois evita acúmulo de sólidos e formação de gases, especialmente em vazões iniciais/finais, conforme diretrizes técnicas (NBR 9649 e Tsutiya, 2012).

E) Incorreta. A declividade é importante, mas nunca isolada. A autolimpeza depende da interação vazão, diâmetro e declividade. Desconsiderar esses fatores é simplificação equivocada.

Estratégias para provas: Atenção a generalizações indevidas (“sempre”, “fator isolado”), diferenças sutis entre velocidade mínima (para autolimpeza) e máxima (abrasão). Palavras como “secundário”, “sempre melhor” e “isolado” tendem a indicar alternativas incorretas.

Resumo: Velocidade mínima de autolimpeza é requisito essencial para o bom funcionamento das redes, devendo ser observada em todas as fases de projeto, fundamentando a escolha da alternativa D.

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