A gestão da segurança da água para consumo humano tem evoluí...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3702330 Engenharia Ambiental e Sanitária
A gestão da segurança da água para consumo humano tem evoluído para abordagens mais proativas e abrangentes, que consideram todo o ciclo da água, desde a bacia hidrográfica até a torneira do consumidor. Os Planos de Segurança da Água (PSA), recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), exemplificam essa mudança de paradigma, enfatizando a prevenção de riscos. Sobre as estratégias e desafios no controle da qualidade da água, analise as assertivas a seguir:

I. A implementação de um PSA foca na identificação e gestão de riscos em todas as etapas do sistema de abastecimento, desde a captação até o consumo, priorizando ações preventivas.
II. O monitoramento da qualidade da água na rede de distribuição é menos crítico do que o monitoramento na saída da estação de tratamento, pois a água já foi tratada e não há risco significativo de recontaminação.
III. A presença de micropoluentes orgânicos emergentes, como fármacos e hormônios, representa um desafio crescente para as estações de tratamento convencionais, exigindo tecnologias avançadas para sua remoção eficaz.
IV. A vigilância da qualidade da água para consumo humano é responsabilidade exclusiva da empresa operadora do sistema, não envolvendo outros órgãos ou esferas de governo.

Quais estão corretas? 
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: A questão aborda Gestão da Segurança da Água para Consumo Humano, focando os Planos de Segurança da Água (PSA) e os principais desafios no controle da qualidade, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e diretrizes nacionais.

Análise didática das assertivas:

I. CORRETA. O PSA é um instrumento de gestão de risco que visa identificar e controlar perigos em todas as etapas do sistema, da captação até a entrega na residência do consumidor. O foco central desse modelo é na prevenção – ou seja, agir antes que o problema aconteça. Essa prática é alinhada tanto à OMS quanto à legislação brasileira (Portaria GM/MS nº 888/2021).

II. INCORRETA. A qualidade da água deve ser monitorada continuamente na distribuição. Após o tratamento, a água pode ser recontaminada por vazamentos, infiltrações ou materiais das tubulações. Assim, a afirmação de que não há risco significativo de recontaminação está errada, pois a vigilância nesse ponto é fundamental.

III. CORRETA. Micropoluentes como fármacos e hormônios têm sido encontrados com frequência crescente e não são removidos adequadamente pelos tratamentos convencionais (decantação, filtração e cloração). Assim, processos como carvão ativado, ozonização ou osmose reversa são cada vez mais necessários. Isso está plenamente de acordo com a literatura técnica (Von Sperling, 2014).

IV. INCORRETA. A vigilância sanitária e o controle da qualidade da água não são responsabilidade exclusiva da empresa operadora: envolvem também órgãos públicos de saúde e meio ambiente, em diferentes esferas (municipal, estadual e federal). O Ministério da Saúde, por exemplo, coordena políticas e fiscalizações. Atenção: palavras como “exclusiva” geralmente indicam erro conceitual em concursos.

Estratégia e pegadinha: Esta questão explora generalizações indevidas (exclusividade na assertiva IV), além de mitos recorrentes sobre controle após o tratamento e a subestimação de riscos na distribuição (assertiva II). Sempre atente para termos absolutos (“exclusiva”, “não há risco”) e lembre-se de que PSA e normas brasileiras demandam vigilância total do sistema.

Gabarito correto: B) Apenas I e III.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo