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Q3702316 Engenharia Ambiental e Sanitária
Em uma Estação de Tratamento de Água (ETA) de ciclo completo, que utiliza filtros rápidos de areia, a equipe de operação tem observado um aumento persistente da turbidez na água filtrada, frequentemente excedendo o limite de 0,5 UNT, mesmo após a otimização dos processos de coagulação, floculação e decantação, que apresentam boa performance. Adicionalmente, a frequência de lavagem dos filtros aumentou consideravelmente, e o tempo de corrida entre lavagens diminuiu, indicando uma rápida saturação do meio filtrante. Qual é a causa mais provável para essa deterioração do desempenho dos filtros e qual a ação corretiva mais imediata e eficaz a ser implementada?
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Tema central: A questão aborda problemas operacionais em filtros rápidos de areia em uma ETA de ciclo completo, especificamente a persistência de alta turbidez na água filtrada e rápida saturação do leito filtrante.

Conceitos-chave: O desempenho dos filtros rápidos depende da integridade do leito filtrante e da eficiência do procedimento de lavagem. Problemas como bolas de lama (aglomerados de partículas no filtro), rachaduras ou trilhas de passagem preferencial, compactação e degradação do meio filtrante prejudicam a filtração, fazendo a turbidez ultrapassar o limite normativo (0,5 UNT) e reduzindo o tempo de corrida entre lavagens.

Alternativa Correta – E: Realizar inspeção detalhada do leito filtrante e otimizar o processo de lavagem. Esse procedimento permite identificar falhas internas (bolas de lama, rachaduras, compactação) e restaurar as condições ótimas do filtro, conforme recomendado em manuais como von Sperling (Princípios do Tratamento Biológico de Águas e Efluentes) e normas como a NBR 12209. Otimizar lavagem (ajustando taxa de expansão, tempo e uso de ar) é ação imediata para remover partículas, restaurar a granulometria e integridade do leito, resolvendo a causa-raiz do desempenho inadequado.

Por que as demais estão erradas?

A) Sugerir o aumento do coagulante ignora que a coagulação, floculação e decantação já estão otimizadas (dado do enunciado). A causa do problema é posterior, no filtro.

B) Reduzir a taxa de filtração não corrige falhas internas do meio filtrante; apenas ameniza sintomas temporariamente sem resolver a saturação precoce e a turbidez elevada.

C) Substituir o meio filtrante por material mais fino é ineficiente e pode aumentar a perda de carga. Não elimina bolas de lama, rachaduras ou compactação.

D) Implementar pré-filtração não atua na causa-raiz; útil em cenários de carga elevada de sólidos na entrada, mas os processos anteriores ao filtro já estão satisfatórios.

Estratégia de leitura/interpretação: Atenção à sequência dos sintomas e à informação de que etapas anteriores estão corretas. O erro seria buscar solução fora do filtro ou em etapas previamente otimizadas.

Fique atento a termos como “otimização já realizada”, “persistência” e “sintomas após decantação”: indicam a necessidade de buscar a resposta no funcionamento do filtro e não em processos antecedentes.

Resumo do raciocínio: Diante de turbidez persistente após bons resultados em coagulação, floculação e decantação, e de necessidade frequente de lavagem, o diagnóstico e o ajuste operacional do próprio filtro (alternativa E) são eficientes, práticos e diretamente relacionados à causa identificada.

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