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Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Cavalos podem sentir o cheiro do medo dos humanos, segundo um novo estudo



    Belos e fortes, os cavalos se apresentam como animais imponentes, mas muitas pessoas nem imaginam que eles também possuem uma grande sensibilidade. Sim, os cavalos possuem um nível de percepção bem específico, como comprova um estudo científico recente, publicado em janeiro de 2026 na revista “PLOS One”. A investigação mostra que os cavalos são capazes de sentir o cheiro do medo humano e isso altera seu próprio comportamento.


    A pesquisa, conduzida pela Dra. Plotine Jardat (pesquisadora PhD em comportamento e bem-estar equino) e sua equipe no Instituto Francês de Equitação, foi além de estudos anteriores que já mostravam que os cavalos respondem a expressões faciais e tom de voz, focando especificamente no olfato. A seguir, National Geographic Brasil detalha como o estudo foi conduzido e quais as descobertas feitas sobre mais um comportamento impressionante dos equínos.


    O novo estudo encontrou evidências de que os cavalos não apenas detectam, mas também reagem a odores emocionais humanos. Um grupo de pessoas voluntárias participou da pesquisa em duas etapas: Primeiro, usaram compressas de algodão nas axilas enquanto assistiam a cenas de filmes alegres, como o número musical de “Cantando na Chuva”, por exemplo, e a música "We Go Together" do filme “Grease”. O objetivo era gerar um suor associado à alegria.


    Depois, com novas compressas, eles assistiram a 20 minutos do filme de terror “A Entidade” para induzir o medo e coletar o suor derivado desta sensação. Os pesquisadores também coletaram odores de controle sem nenhuma associação emocional. Feito isso, os cavalos participantes do estudo foram expostos a esses odores corporais humanos (de alegria, de medo e o último, que não tinha emoções definidas) por meio de compressas grampeadas dentro de focinheiras especiais usadas pelos cavalos durante os testes.


    A seguir entrou a segunda parte da pesquisa, focada em testes comportamentais. Eles mediram a frequência com que um cavalo de teste interagia com o pesquisador, de acordo com o que ele cheirava, tanto enquanto era escovado quanto enquanto a mesma pessoa permanecia ligeiramente afastado do animal. Os cavalos que cheiraram as amostras de medo interagiram e tocaram menos na pessoa do que os do grupo de controle ou os que cheiraram as amostras de suor derivado de “momentos de alegria”.


    Eles também testaram a reação dos cavalos à sustos e a novos objetos. Eles abriram um guarda-chuva repentinamente perto de um balde com comida para testar o susto. E também apresentaram aos cavalos uma escultura feita de materiais desconhecidos para eles (composta de linóleo, plástico e barbante) e observaram seu comportamento.


    A investigação mostrou que os cavalos apresentaram mudanças comportamentais e fisiológicas distintas quando expostos a odores humanos relacionados ao medo. Eles pareceram mais alertas, reativos a eventos súbitos e menos propensos a se aproximar e tocar as pessoas próximas a eles.


    Além disso, ao longo do estudo, os cavalos também apresentaram aumento na frequência cardíaca máxima, o que indica estresse, durante a exposição ao odor de medo dos humanos. Um ponto importante ressaltado na pesquisa é que essas respostas ocorreram sem qualquer sinal visual ou vocal de medo demonstrado por humanos, só o odor coletado.


    A principal conclusão do estudo é que os cavalos são capazes de detectar o estado emocional de medo nos seres humanos apenas pelo odor, sem a necessidade de pistas visuais ou auditivas. Eles não encontraram ainda uma resposta definitiva sobre a origem dessa capacidade. Ela pode ser resultado da longa história de domesticação dos cavalos ou uma característica sensível inata presente em muitos mamíferos.



Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2026/03/cavalos-podem-sentir-o-cheiro-do-medo-dos-humanos-segundo-um-novo-estudo (adaptado).

Nos segmentos “um grupo de pessoas voluntárias” e “os cavalos participantes do estudo”, os termos destacados são, respectivamente: 
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