A prevalência de calculose renal é alta em nosso meio, leva...
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Tema central:
O tema desta questão é o manejo cirúrgico dos cálculos renais, enfatizando qual técnica é mais adequada conforme o tamanho do cálculo. Conhecer as indicações corretas dos principais métodos—nefrolitotomia percutânea (NLPC), ureteroscopia, litotripsia extracorpórea (LECO)—é crucial para o médico urologista tomar decisões eficazes e seguras para os pacientes.
Alternativa correta: A)
A nefrolitopercutânea é a primeira opção para cálculos maiores de 2 cm.
Segundo as Diretrizes Brasileiras para Diagnóstico e Tratamento Clínico da Nefrolitíase, a nefrolitotomia percutânea é de fato o tratamento de escolha para cálculos renais com mais de 2 cm. Este método apresenta elevadas taxas de sucesso para remoção completa de cálculos volumosos, especialmente em casos de cálculos coraliformes, minimizando a necessidade de múltiplas intervenções. Evidências recentes (vide UpToDate e revisões em PubMed) reforçam essa conduta, sendo recomendada por sociedades como a American Urological Association (AUA) e a Sociedade Brasileira de Urologia.
Análise das alternativas incorretas:
B) Incorreta. A decisão não é baseada exclusivamente no tamanho do cálculo. Fatores como sintomas, grau de obstrução, presença de infecção ou crescimento do cálculo influenciam a escolha da conduta. O protocolo brasileiro esclarece: "Os cálculos devem ser tratados em caso de crescimento, obstrução, infecção ou dor."
C) Incorreta. Embora a LECO seja pouco invasiva, a prioridade de escolha entre LECO e endourológicas depende de outros fatores além da agressão renal, como localização do cálculo, composição e anatomia do trato urinário. Leituras recentes mostram que NLPC e ureteroscopia flexível podem ter melhor eficácia para cálculos de 1-2 cm em determinados pacientes.
D) Incorreta. A pielografia pós-ureteroscopia não é rotineiramente indicada. A detecção de lesões ureterais é preferencialmente feita durante o procedimento, não de forma sistemática após.
E) Incorreta. A indicação de duplo J não é universal. Só se recomenda em casos de grande manipulação, edema ureteral, fragmentos residuais volumosos ou fatores clínicos específicos. Em muitos casos, a retirada do duplo J pode ser evitada para reduzir sintomas e custos.
Estratégia de prova:
Atenção a termos absolutos como "sempre" ou "única e exclusivamente", pois costumam apontar erros conceituais em alternativas.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia: “Os cálculos renais deverão ser tratados em caso de crescimento, de obstrução urinária, de infecção sobreposta e de dor”. Leitura crítica e domínio dos protocolos atuais auxiliam o candidato a evitar pegadinhas.
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