A ereção dolorosa e persistente não relacionada ao estimulo...
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Tema central: O priapismo é uma ereção peniana persistente, frequentemente dolorosa, sem relação com estímulo sexual, considerada urgência urológica, sobretudo na forma isquêmica.
Justificativa da alternativa correta (D):
A alternativa D está correta porque descreve o fluxo escalonado recomendado para o tratamento do priapismo isquêmico — a forma mais grave e comum — conforme diretrizes da Associação Médica Brasileira:
• Primeira linha: Aspiração corporal do sangue dos corpos cavernosos, podendo associar irrigação com soro fisiológico. Isto visa reverter o quadro de estase sanguínea e hipóxia tecidual.
• Segunda linha: Injeção intracavernosa de agonistas α-adrenérgicos (mais usualmente a fenilefrina), promovendo vasoconstrição local e alívio da ereção.
• Terceira linha: Em casos refratários, procedimentos cirúrgicos como shunts cavernosos ou até prótese peniana, sobretudo se houver destruição tecidual relevante ou ereção mantida por mais de 48 horas.
“Deve-se iniciar com esvaziamento por punção... não sendo eficiente, deve-se optar por tratamento cirúrgico” – Projeto Diretrizes AMB/CFM.
Análise das alternativas incorretas:
A) Erro: O priapismo isquêmico não apresenta coloração “vermelho vivo” na aspiração, mas sangue escuro, viscoso, pobre em O2, com acidose. O vermelho vivo seria típico do não isquêmico (alto fluxo).
B) Erro: Nem todo priapismo é irrestrito. O isquêmico sim, trata-se como urgência, mas o não isquêmico (alto fluxo) é menos danoso e o tratamento pode ser expectante em muitos casos.
C) Erro: O diagnóstico é clínico, porém o tempo de duração é fator fundamental para a definição e gravidade — ereções acima de 4 horas caracterizam priapismo.
E) Erro: O priapismo de alto fluxo (não isquêmico) raramente causa dano à função erétil, sendo o isquêmico o que mais compromete pela hipóxia e necrose dos corpos cavernosos.
Estratégias de prova: Atente-se para palavras-chave como “urgência”, “danoso” e “coloração”. Em priapismo, tempo e tipo são essenciais para diferenciar gravidade e conduta.
Referências: Projeto Diretrizes AMB, UpToDate, Campbell-Walsh Urology. Entenda que saber a sequência de manejo terapêutico é recorrente em concursos.
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