Segundo pesquisa do IBGE:
CRIANÇAS, CRUELDADE E JUSTIÇA
Bullying é o comportamento agressivo, intencional e repetido contra alguém por conta de alguma característica ou situação peculiar. É um desequilíbrio de poder que afeta, sobretudo crianças e adolescentes em escolas e em outros ambientes de convivência, mas que também inferniza a vida de adultos.
Por alguma razão psicológica, pessoas sentem prazer em humilhar, provocar sofrimento. Reunidas, multiplicam agressões verbais ou físicas contra quem se destaca pela diferença: obesidade, altura, pele, nariz, timidez, roupa. Filiação, raça, falta de habilidade para o esporte, aplicação nos estudos ou dificuldade de aprendizado também dão origem a maus-tratos, isolamento e depressão.
A internet amplia seus efeitos.
Aprendemos a nos defender de ondas de perseguição, mas traumas emocionais mais ou menos graves podem surgir, o que justifica a preocupação de pais e educadores com essa crueldade latente e estranha.
Pesquisas do IBGE revelam que 20,8% de alunos do ensino fundamental no Brasil, a maioria na faixa etária entre 13 e 15 anos, já praticaram ou praticam bulfying nas escolas, mas a maioria (51% dos entrevistados) não consegue nem explicar suas atitudes. Entre os motivos mais citados para as perseguições está a aparência do corpo e do rosto. Declaram-se vítimas frequentes de zombaria e esculachas capazes de aborrecer 5,4% dos entrevistados. Os esporadicamente atingidos são 25.4%.
A solução para a vulnerabilidade infantil é familiar e educacional, não legislativa, mas diversos Estados e municípios já editaram_ leis supostamente redentoras sobre o assunto. Em vez de políticas púqlicas concretas e preventivas, nós nos empenhamos em criar diplomas legais ineficazes.
No Congresso, diversos projetos são discutidos para a superação mágica e formal do problema. "Intimidação sistemática", "intimidação escolar", "intimidação vexatória", "perseguição obsessiva ou insidiosa" são algumas das designações encontradas em português para a palavra inglesa.
Há projetos que sugerem campanhas nacionais de combate, orientação e esclarecimento. Outros pretendem criminalizar a conduta, estabelecendo penas que chegam a cinco anos de prisão.
Em tempos de redução da maioridade penal, é importante ter em vista que a patologia do bullying escolar só é caso de polícia em situações absolutamente extremas. O envolvimento da máquina judicial, burocrática, insensível e sem preparo pedagógico, é o caminho mais improdutivo e temerário.
Compilado de artigo de Luís Francisco CaNalho Filho, jornal Folha de São Paulo, edição de 01/0812015.
Segundo pesquisa do IBGE:
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A questão em análise é uma questão de interpretação de texto, focada em entender as informações apresentadas em um texto sobre bullying e as pesquisas relacionadas. Vamos explorar cada alternativa e justificar a correta.
Alternativa A: "Vinte vírgula oito por cento de alunos do ensino fundamental, na faixa etária entre 13 e 15 anos, foram vítimas de agressão em virtude do bullying nas escolas."
Esta afirmativa está incorreta. O texto menciona que 20,8% dos alunos praticaram ou praticam bullying, não que foram vítimas. A interpretação equivocada dos dados apresentados no texto resulta na incorreção desta alternativa.
Alternativa B: "Cinquenta e um por cento dos alunos entrevistados que praticam o bullying não sabem explicar a razão de seu comportamento."
Esta é a alternativa correta. O texto claramente afirma que 51% dos entrevistados não conseguem explicar suas atitudes em relação ao bullying. A informação está diretamente no texto, o que valida esta alternativa.
Alternativa C: "Cinco vírgula quatro por cento dos entrevistados foram perseguidos pela aparência de seu rosto."
Esta alternativa está incorreta. O texto menciona que 5,4% dos entrevistados declaram-se vítimas frequentes de zombaria e esculachos, mas não especifica que a perseguição se deu exclusivamente pela aparência do rosto. A interpretação precisa ser cuidadosa para não distorcer os dados apresentados.
Alternativa D: "Vinte e cinco vírgula quatro por cento das vítimas de bullying são atacadas diariamente por seus agressores."
Esta afirmativa também está incorreta. O texto indica que 25,4% dos entrevistados são esporadicamente atingidos, não diariamente. A diferenciação entre frequência esporádica e diária é crucial para compreender corretamente os dados.
Em resumo, a resposta correta é a Alternativa B, pois está alinhada com as informações textuais. Para resolver questões de interpretação de texto, é fundamental prestar atenção aos detalhes e verificar se as informações das alternativas estão de acordo com o que foi apresentado no texto.
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Resposta correta:
B. cinquenta e um por cento dos alunos entrevistados que praticam o bullying não sabem explicar a razão de seu comportamento.
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