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Q2764002 Medicina

O planejamento da radioterapia com a técnica de IMRT nos tumores de cabeça e pescoço possibilita a restrição de dose nas glândulas parótidas, visando à redução da incidência de xerostomia. Buscando atingir esse objetivo, é recomendado pelo RTOG que, no planejamento do tratamento, a dose média, em pelo menos uma das parótidas, deve ser inferior a

Alternativas

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Tema central: A questão aborda o planejamento da radioterapia de intensidade modulada (IMRT) em tumores de cabeça e pescoço, focando na preservação das glândulas parótidas para redução da xerostomia – importante complicação dos tratamentos radioterápicos nesse território anatômico.

Justificativa da alternativa correta (C - 26 Gy):
Segundo o Radiation Therapy Oncology Group (RTOG) e reforçado por diretrizes internacionais (Intensity Modulated Radiation Therapy Collaborative Working Group), recomenda-se restringir a dose média em pelo menos uma das parótidas a menos de 26 Gy no planejamento, pois há forte evidência de que esse valor é limiar para manutenção da função salivar pós-tratamento. Evitar doses acima de 26 Gy reduz comprovadamente a incidência e gravidade da xerostomia, o que melhora a qualidade de vida do paciente.

A IMRT, devido à sua precisão na distribuição de dose, facilita o respeito a esses limites e a individualização do tratamento, diferentemente das técnicas convencionais, dificultando inclusive que os candidatos troquem as recomendações para outras glândulas de risco (como as submandibulares, cujo parâmetro é diferente).

Análise das alternativas incorretas:

  • A) 12 Gy: valor excessivamente baixo e não recomendado por diretrizes; estudios mostram que abaixo de 26 Gy já garante preservação funcional adequada. Propor 12 Gy pode ser pegadinha de distrator para testar identificação de números irreais.
  • B) 21 Gy: embora abaixo de 26 Gy seja o ideal, não é o ponto de corte balizador das recomendações oficiais (RTOG). Novamente, pode distrair pelo uso de valor intermediário.
  • D) 36 Gy: quase 10 Gy acima do limite seguro; há aumento relevante da taxa de xerostomia persistente se doses superiores a 26 Gy forem administradas.
  • E) 40 Gy: valor inadequado e associado a risco muito maior de lesão permanente da função parotídea. Vai de encontro à boa prática clínica em radioterapia de cabeça e pescoço.

Estratégias de prova: Fique atento a pegadinhas numéricas e sempre relacione medidas de preservação funcional às recomendações oficiais. Se a alternativa exata das diretrizes estiver disponível (neste caso, 26 Gy), prefira-a àquelas “extrapoladas”.

Citação: “Na radioterapia de cabeça e pescoço, deve-se limitar a dose média das parótidas a menos de 26 Gy para reduzir a incidência de xerostomia” (RTOG Guidelines).

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