Os mananciais e bacias hidrográficas saudáveis são
infraestruturas naturais imprescindíveis para quase
todas as cidades do mundo. Além de coletar,
armazenar e filtrar a água, elas contribuem para a
preservação da biodiversidade, a mitigação das
mudanças climáticas e a adaptação a elas, a
segurança alimentar, a saúde e o bem-estar dos seres
humanos. Atualmente, segundo as estimativas, 1,7
bilhão de habitantes das maiores cidades do mundo
dependem de águas procedentes de mananciais cujas
bacias hidrográficas estão situadas a centenas ou, às
vezes, a milhares de quilômetros de distância. Até
2050, os mananciais em bacias hidrográficas que
abastecem áreas urbanas servirão até dois terços da
população global, embora representem um terço da
superfície terrestre.
Ao concentrar empregos, serviços e investimentos,
as cidades serão claramente as impulsionadoras do
crescimento econômico. Para crescer de forma
sustentável, porém, elas precisarão assumir um papel
ativo na proteção das águas e dos mananciais das
quais dependem a população e a natureza. No
entanto, as cidades não conseguem fazer isso
sozinhas. Os mananciais nas bacias hidrográficas são
o ponto de convergência dos esforços de quem está
trabalhando para melhorar a resiliência das cidades,
aumentar a segurança hídrica e impulsionar o
desenvolvimento sustentável, contribuindo para um
clima estável.
Mananciais estão ameaçados
Foi verificado que 40% das áreas das bacias
hidrográficas em que se localizam os mananciais
exibem níveis altos ou moderados de degradação. O
impacto dessas mudanças sobre a segurança hídrica
pode ser grave. Nutrientes e sedimentos agrícolas ou
de outras origens elevam o custo do tratamento da
água para os usuários das cidades ou das indústrias.
O desaparecimento da vegetação natural e a
degradação do solo podem alterar o padrão do fluxo
das águas na paisagem e acarretar um fornecimento
de água pouco confiável, com implicações tanto para
os usuários à montante quanto à jusante. Segundo o
Banco Mundial, algumas regiões poderiam sofrer um
declínio de até 6% do PIB nas suas taxas de
crescimento até 2050, devido a perdas resultantes da
redução dos recursos hídricos, tanto na agricultura
quanto na saúde, na renda e nas propriedades, o que
levaria a um crescimento negativo permanente.
Além disso, metas ambiciosas para melhorar os
meios de subsistência, como as estabelecidas pelos
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), só
poderão ser alcançadas em um mundo no qual haja
mais segurança hídrica.
Disponível em:
https://www.nature.org/content/dam/tnc/nature/en/photos/b/e/beyon
dthesource_execsummary_portuguese.pdf Acesso em: 26 maio
2025.
No contexto do texto, a expressão “segurança
hídrica” refere-se à
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