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Ano: 2022 Banca: IBFC Órgão: SES-DF Prova: IBFC - 2022 - SES-DF - Médico - Urologia |
Q1942936 Medicina
Paciente do sexo masculino de 52 anos, comparece ao consultório para uma segunda opinião. Hígido, assintomático e IPSS 5, refere que tio e pai apresentaram Câncer de próstata antes dos 60 anos. Traz PSA de 2 meses atrás de 6,2 ng/ml (Relação Livre/Total: 13,5%) e PSA atual de 7,3 ng/ml (Relação Livre/Total: 8%), Ressonância Magnética com achado de nódulo em metade do lobo direito de 4mm classificado como Pirads 3, sem extensão extra prostática, acometimento de linfonodos ou vesículas, e biópsia de próstata com achado de Gleason 3+4 em 1/12 fragmentos no ápice direito com até 5% de presença na amostra de Gleason 4. Quanto aos possíveis tratamentos frente ao caso, assinale a alternativa que apresenta a conduta incorreta.
Alternativas

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Comentário da Questão – Câncer de Próstata (Risco Intermediário Favorável):

Tema central: A questão aborda a estratificação de risco e manejo terapêutico do câncer de próstata em um paciente de 52 anos com histórico familiar positivo, PSA entre 6,2 e 7,3 ng/mL, relação livre/total PSA < 15%, nódulo PIRADS 3 e Gleason 3+4 em 1/12 fragmentos. Esses dados classificam o paciente como risco intermediário favorável.

Justificativa da alternativa incorreta (D): A radioterapia de intensidade modulada com terapia de deprivação androgênica (TDA) por 3 anos é opção reservada para risco alto ou risco intermediário desfavorável. Estudos e as Diretrizes de Tratamento da SBOC (2022) apontam que, para risco intermediário favorável, a associação prolongada com TDA não traz benefício comprovado e aumenta toxicidades, portanto não é indicada neste perfil.

Análise das demais alternativas:

A) Vigilância Ativa
Correta. Segundo a SBOC: "Pode ser considerada para pacientes com risco intermediário favorável, principalmente idosos ou em casos com foco mínimo de Gleason 4".

B) Prostatectomia Radical
Correta. Cirurgia é tratamento padrão e sempre indicada nestes pacientes.

C) Realizar Nomograma para definir linfadenectomia
Correta. Nomogramas ajudam a selecionar pacientes para linfadenectomia, mesmo em risco intermediário.

E) Braquiterapia de baixa dose
Correta. Está indicada para risco intermediário favorável, inclusive isoladamente.

Estratégia de prova: Sempre observe nuances como "intensidade" e "duração" nos esquemas terapêuticos cobrados. Aqui, 3 anos de TDA são julgados excessivos (pegadinha comum). Leia cuidadosamente a indicação de cada plano terapêutico na classificação de risco.

Conclusão: De acordo com diretrizes nacionais (SBOC) e internacionais (NCCN, EAU), a alternativa D está incorreta para esse caso clínico.

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Comentários

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A alternativa incorreta é a letra C - Realizar Nomograma para definir a necessidade de Linfadenectomia Radical Extendida. Isso porque, de acordo com os achados apresentados no caso, não há indicação de linfadenectomia radical extendida, já que não há acometimento de linfonodos. Além disso, a radioterapia de intensidade modulada guiada por imagem em combinação com terapia de deprivação androgênica por 3 anos é uma opção de tratamento adequada para o caso, já que o paciente apresenta um tumor com índice de Gleason intermediário e um PSA elevado, além do fato de ter antecedentes familiares de câncer de próstata. A Vigilância Ativa, a Prostatectomia Radical e a Braquiterapia de baixa dose também são opções válidas de tratamento, dependendo de cada caso específico.

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