Um homem com 35 anos de idade apresenta-se com uma lesão, p...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o manejo de trauma abdominal penetrante, com foco em indicação de intervenções invasivas baseadas nos achados do lavado peritoneal diagnóstico (LPD). Este é um exame amplamente utilizado para detectar presença de sangue ou conteúdo entérico na cavidade abdominal em pacientes com trauma, sendo fundamental na tomada de decisão cirúrgica.
Justificativa da alternativa correta (C – Laparoscopia):
O paciente apresenta uma lesão perfurante no oitavo espaço intercostal anterior esquerdo, sendo uma localização típica de trauma toracoabdominal, que pode afetar tanto estruturas torácicas como abdominais. Apesar da estabilidade hemodinâmica e Rx de tórax normal, o LPD revelou 8.000 hemácias/mL, um resultado considerado limítrofe (segundo o Manual Merck, valores acima de 10.000/mm³ geralmente sugerem lesão abdominal relevante, mas valores próximos devem ser valorizados no contexto clínico).
A laparoscopia é preferida em pacientes estáveis com ferida penetrante e achados laboratoriais pouco conclusivos, pois permite rápida visualização direta da cavidade abdominal, diagnóstico preciso e menor morbidade comparada à laparotomia. Segundo o ATLS 10ª edição: “A videolaparoscopia pode ser usada em trauma abdominal penetrante em paciente estável como alternativa à laparotomia exploradora, especialmente quando a indicação cirúrgica não é absoluta.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Observação clínica: Inadequada, pois há indício de hemorragia intra-abdominal, necessitando esclarecimento diagnóstico mais imediato.
B) Tomografia computadorizada: Apesar de útil, não substitui a avaliação direta em caso de LPD quase positivo. Pode retardar o diagnóstico de lesão aguda em trauma penetrante, especialmente com a presença de qualquer sangue no LPD.
D) Laparotomia exploradora: É procedimento adequado frente a instabilidade clínica ou LPD positivamente francamente (>10.000 hemácias/mL). Neste caso, é uma conduta mais agressiva e desnecessária em paciente estável sem sinais claros de peritonite.
E) Reposição imediata de hemácias: Não é indicada, pois o paciente está estável e não foi relatada queda significativa da hemoglobina ou choque hipovolêmico.
Estratégia para provas: Atenção aos cortes laboratoriais clássicos: no trauma penetrante, qualquer quantidade significativa de sangue no LPD, especialmente próximo ao limiar de 10.000 hemácias/mm³, deve ser avaliada considerando sinais clínicos e o mecanismo da lesão. Fique atento a termos como “hemodinamicamente estável” e à diferenciação entre laparotomia e laparoscopia!
Referências e protocolos: UpToDate, ATLS 10ª edição e Manual Merck são referências que orientam intervenções minimamente invasivas para pacientes estáveis e exames limítrofes, reforçando o papel da laparoscopia diagnóstica.
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