Paciente do sexo masculino de 68 anos foi encaminhado ao co...
Paciente do sexo masculino de 68 anos foi encaminhado ao consultório do Urologista por apresentar hematúria macroscópica em episódios intermitentes. Nega quaisquer outros sintomas miccionais. Traz exame de urina tipo 1 com 7 hemácias por campo, cultura de urina negativa, creatinina 0,7 mg/dL, coagulograma normal e ultrassonografia de rins e vias urinárias com achado de lesão vegetante única em trígono mais à direita medindo cerca de 3,3 x 1,8 x 2,4 cm (centímetros) com leve dilatação de sistema coletor direito. Refere ser tabagista de longa data. Com relação ao achado em exame de anátomo-patológico da Ressecção Transuretral de Bexiga (RTUb) inicial e posterior Re-RTUb de T1G1 sem presença de CIS com presença de muscular livre, assinale a alternativa que apresenta a conduta incorreta.
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Tema central: Câncer de bexiga não-músculo-invasivo (NMIBC), especialmente tumores T1G1 sem CIS. Esses tumores, após ressecção completa, situam-se em risco intermediário para recorrência e progressão.
Justificativa (Alternativa C – INCORRETA): A alternativa C propõe BCG intravesical por 3 anos. Segundo as principais diretrizes (AMB, INCA, AUA, EAU), BCG intravesical por 3 anos é indicado somente para tumores de alto risco, como T1G3, CIS ou multifocais extensos.
Para tumores de risco intermediário como T1G1 SEM CIS, a conduta preconizada é manutenção de BCG por 1 ano. Prolongar para 3 anos aumenta toxicidade sem benefício comprovado neste cenário.
Segundo o INCA: “A duração total do BCG depende do grupo de risco: intermediário (1 ano) e alto risco (3 anos).”
Análise das alternativas:
A) Instilação Vesical Única Imediata de Quimioterápico pós-RTUb
Esta conduta está correta para risco intermediário e baixo risco. Reduz recorrência.
Exemplo: mitomicina C única em até 24h após RTUb.
B) Quimioterapia intravesical por 1 ano
Válido para tumores de risco intermediário em alternativa à BCG, conforme tolerância ou disponibilidade.
Protocolos preveem instilações semanais/quinzenais, seguidas de manutenção.
D) Seguimento com Uretrocistoscopia e Lavado Vesical
Correto. Seguimento rigoroso com cistoscopias periódicas faz parte do manejo, dado risco de recidiva.
Intervalo inicial: a cada 3 meses no primeiro ano, conforme diretrizes (AMB, EAU).
E) Considerar Cistectomia Radical caso falha após BCG intravesical no seguimento
Conduta indicada frente a falha terapêutica após BCG bem indicada (recorrência ou progressão).
Estratégia de prova: Atente ao tempo de manutenção do BCG conforme nível de risco e à ausência de CIS ou alto grau no enunciado.
Evite “extrapolar” recomendação de alto risco para risco intermediário, mesmo que a droga seja a mesma.
Resumo final: Em tumores T1G1 sem CIS, não se deve realizar BCG por 3 anos; 1 ano é o recomendado.
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