O esôfago de Barrett é uma complicação da doença do refluxo ...
Gabarito comentado
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Tema central: O enunciado aborda o esôfago de Barrett, complicação relevante da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Este quadro é considerado pré-maligno, pois se associa ao aumento do risco de adenocarcinoma esofágico. O conceito-chave é a metaplasia intestinal, que ocorre devido à exposição crônica ao refluxo ácido, levando o epitélio esofágico a se transformar para proteger-se da agressão ácida.
Justificativa da alternativa correta (A):
Metaplasia intestinal dentro da mucosa escamosa esofágica é a essência do esôfago de Barrett. O epitélio escamoso normal do esôfago inferior é substituído por epitélio colunar (tipo intestinal, com células caliciformes) — um processo adaptativo, não fisiológico, químico-mediado pelo contato repetido com o ácido gástrico. Segundo o “Projeto Diretrizes – Refluxo Gastroesofágico: Diagnóstico e Tratamento”, da AMB:
“O epitélio colunar com células intestinalizadas é observado em 10% a 15% dos indivíduos com sintomas crônicos de refluxo, quando submetidos à endoscopia digestiva alta.”
Por que as alternativas estão incorretas?
- B) Metaplasia esofágica dentro da mucosa escamosa intestinal. — Errada. Não se reconhece a transformação do epitélio intestinal normal em epitélio esofágico, tampouco há “mucosa escamosa intestinal”. Uma inversão do conceito, muito comum nas armadilhas de provas.
- C) Hipertrofia das células esofágicas. — Errada. No esôfago de Barrett, não ocorre aumento do tamanho das células, mas mudança do tipo celular (metaplasia).
- D) Hipotrofia das células esofágicas. — Também incorreta. A lesão central não é perda de volume ou função celular, mas troca do epitélio escamoso por colunar.
Dica de interpretação: Sempre foque em palavras-chave (“metaplasia intestinal”, “epitélio escamoso”, “epitélio colunar”). Em questões como esta, trocas de termos (“intestino”/“esôfago”, “escamoso”/“colunar”) buscam confundir. Leia atentamente e procure associar com o mecanismo fisiopatológico central.
Contribuição prática: Lembre que o diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta com biópsia, essencial para identificar a metaplasia intestinal, que define o Barrett e orienta quanto à vigilância.
Referências e evidências: Segundo o Harrison’s (20ª edição): “A definição de esôfago de Barrett é a substituição do epitélio escamoso estratificado distal do esôfago por epitélio colunar especializado intestinal.”
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