Caso a paciente fosse infectada pelo vírus HIV, qual seria a...

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Q3057304 Medicina
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Fernanda, 31 anos, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) com o resultado de uma citologia evidenciando LSIL. Sem comorbidades, usuária de DIU de prata.
Caso a paciente fosse infectada pelo vírus HIV, qual seria a conduta adequada?
Alternativas

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Tema central: manejo da citologia alterada (LSIL) em mulheres vivendo com HIV. Em imunossuprimidas, a infecção pelo HPV é mais persistente e tem maior risco de progressão para CIN2+, exigindo abordagem mais precoce.

Alternativa correta: B – Encaminhar à colposcopia.

Justificativa: Em mulheres com HIV, qualquer citologia anormal (≥ ASC-US), especialmente LSIL, indica colposcopia imediata para avaliação do colo e realização de biópsias dirigidas, quando necessário. Isso se baseia no maior risco de lesões de alto grau e progressão acelerada nessa população. Diretrizes convergentes: Ministério da Saúde/INCA – Diretrizes para rastreamento do câncer do colo do útero; PCDT IST (MS); ASCCP 2019 risk-based guidelines; WHO 2021. Observação: o DIU não muda a conduta nem impede a colposcopia.

Raciocínio clínico essencial

- LSIL = lesão intraepitelial escamosa de baixo grau, geralmente associada a infecção ativa por HPV.

- No HIV, há menor depuração do HPV, maior prevalência de lesões multifocais e maior risco de CIN2+, justificando investigação imediata com colposcopia.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

A – Indicar conização. Inadequada. Conização é tratamento para lesões de alto grau confirmadas (CIN2+) ou situações específicas (colposcopia insatisfatória com suspeita de alto grau). Não se indica conização com base apenas na citologia LSIL, sem confirmação histológica. Evita-se sobretratamento e riscos obstétricos (estenose, parto prematuro).

C – Repetir a citologia em seis meses. Em imunocompetentes, algumas diretrizes permitem seguimento conservador em certos cenários. Em HIV, porém, isso postergaria diagnóstico de possíveis lesões significativas. A recomendação é colposcopia imediata.

D – Repetir a citologia em três meses. Mesma razão da alternativa C. Intervalo curto não substitui a avaliação colposcópica numa paciente com maior risco de progressão.

Estratégia de prova (pegadinhas): identifique modificadores de risco (ex.: HIV, imunossupressão, gravidez). Em HIV, não aplique o algoritmo da população geral; pense em colposcopia imediata. O DIU é um distrator e não muda a conduta.

Referências-chave: Ministério da Saúde/INCA – Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero; PCDT IST (MS); ASCCP 2019 Risk-Based Management; WHO guideline for screening and treatment of cervical pre-cancer (2021).

Gabarito: B

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