Carla, 20 anos, comparece à consulta ginecológica de rotina ...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: Rastreamento do câncer do colo do útero em jovens e abordagem do corrimento vaginal. O objetivo é identificar a conduta embasada nas diretrizes nacionais frente a uma paciente jovem, com queixa de corrimento e preocupação devido ao histórico materno de neoplasia de colo.
Justificativa da alternativa correta (C):
- Não coletar citologia: Conforme as “Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero” (INCA, 2016), o exame citopatológico (Papanicolau) deve ser iniciado aos 25 anos de idade, independentemente da idade da primeira relação sexual ou antecedentes familiares. O rastreamento em mulheres mais jovens não é recomendado, pois a infecção pelo HPV é muito comum e geralmente transitória nessa faixa etária, levando a alto risco de tratamentos desnecessários.
- Realizar exame especular: A paciente apresenta corrimento amarelado com odor fétido, sugestivo de vaginose bacteriana ou tricomoníase. O exame especular deve ser feito para avaliar o trato genital, identificar sinais sugestivos de infecções e coletar material sempre que necessário. Conforme o PCDT do Ministério da Saúde para ISTs (2022): “Diante de corrimento vaginal, o exame especular constitui avaliação obrigatória.”
- Orientar quanto ao planejamento familiar: A paciente relata uso irregular de pílula do dia seguinte, o que configura uso inadequado de método contraceptivo. A orientação sobre métodos regulares e seguros de contracepção é parte essencial da assistência, conforme preconiza o Ministério da Saúde.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errada. Coletar citologia em paciente abaixo de 25 anos não segue as diretrizes. Solicitar captura híbrida para HPV não é indicado em triagem de rotina na APS.
B) Errada. Apesar de correto examinar e orientar, também erra ao propor coleta de citologia em idade inadequada.
D) Errada. Orientar sem exame e sem avaliar corrimento é conduta omissa, podendo retardar diagnóstico e tratamento de ISTs.
Dica para provas: Atente-se ao início recomendado do rastreamento do câncer de colo: 25 anos, salvo contextos de imunossupressão/condições especiais. Termos como “prevenção” ou antecedentes familiares NÃO alteram essa orientação.
Fontes de apoio:
“Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero”, INCA, 2016 – página 19.
PCDT Infecções Sexualmente Transmissíveis, Ministério da Saúde, 2022 – seção 6.2.
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