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Q3057301 Medicina
Carla, 20 anos, comparece à consulta ginecológica de rotina na Unidade Básica de Saúde (UBS). Refere que foi orientada a procurar um médico para realizar exame papanicolau, pois sua mãe, recentemente, foi diagnosticada com câncer de colo do útero. Relata sexarca aos 14 anos, com quatro parceiros desde então. Refere, também, corrimento amarelado com odor fétido. Atualmente, está fazendo uso de pílula do dia seguinte irregularmente como prevenção de gestação. Considerando as Diretrizes do Ministério da Saúde, qual deverá ser a conduta frente ao caso?
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Tema central da questão: Rastreamento do câncer do colo do útero em jovens e abordagem do corrimento vaginal. O objetivo é identificar a conduta embasada nas diretrizes nacionais frente a uma paciente jovem, com queixa de corrimento e preocupação devido ao histórico materno de neoplasia de colo.

Justificativa da alternativa correta (C):

- Não coletar citologia: Conforme as “Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero” (INCA, 2016), o exame citopatológico (Papanicolau) deve ser iniciado aos 25 anos de idade, independentemente da idade da primeira relação sexual ou antecedentes familiares. O rastreamento em mulheres mais jovens não é recomendado, pois a infecção pelo HPV é muito comum e geralmente transitória nessa faixa etária, levando a alto risco de tratamentos desnecessários.

- Realizar exame especular: A paciente apresenta corrimento amarelado com odor fétido, sugestivo de vaginose bacteriana ou tricomoníase. O exame especular deve ser feito para avaliar o trato genital, identificar sinais sugestivos de infecções e coletar material sempre que necessário. Conforme o PCDT do Ministério da Saúde para ISTs (2022): “Diante de corrimento vaginal, o exame especular constitui avaliação obrigatória.”

- Orientar quanto ao planejamento familiar: A paciente relata uso irregular de pílula do dia seguinte, o que configura uso inadequado de método contraceptivo. A orientação sobre métodos regulares e seguros de contracepção é parte essencial da assistência, conforme preconiza o Ministério da Saúde.

Análise das alternativas incorretas:

A) Errada. Coletar citologia em paciente abaixo de 25 anos não segue as diretrizes. Solicitar captura híbrida para HPV não é indicado em triagem de rotina na APS.

B) Errada. Apesar de correto examinar e orientar, também erra ao propor coleta de citologia em idade inadequada.

D) Errada. Orientar sem exame e sem avaliar corrimento é conduta omissa, podendo retardar diagnóstico e tratamento de ISTs.

Dica para provas: Atente-se ao início recomendado do rastreamento do câncer de colo: 25 anos, salvo contextos de imunossupressão/condições especiais. Termos como “prevenção” ou antecedentes familiares NÃO alteram essa orientação.

Fontes de apoio:
“Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero”, INCA, 2016 – página 19.
PCDT Infecções Sexualmente Transmissíveis, Ministério da Saúde, 2022 – seção 6.2.

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