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Q3508764 Biomedicina - Análises Clínicas
A durabilidade da proteção vacinal depende da formação e da manutenção de linfócitos T de memória, que podem ser monitorados por técnicas avançadas de análise de dados, como scRNA-seq.

Assinale a alternativa que descreve corretamente uma característica transcricional esperada em linfócitos T de memória CD8+ meses após a vacinação.
Alternativas

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Tema central: formação e manutenção de linfócitos T CD8+ de memória após vacinação e seus perfis transcricionais detectados por scRNA-seq. Meses após a imunização, predomina um programa de memória central (Tcm), voltado a sobrevivência prolongada e “homing” para linfonodos, com rápida capacidade de expansão na reexposição ao antígeno.

Alternativa correta: EUpregulation de BCL2 (sobrevivência) e CCR7 (homing). Tcm expressam altos BCL2, IL7R/CD127, TCF7/TCF-1, SELL/CD62L e CCR7, permitindo manutenção em nichos linfonodais e longevidade, com baixa expressão de marcadores de terminalização como KLRG1. Esse é o fenótipo esperado “meses após” a vacinação, quando a resposta efetora já cedeu lugar à memória. Referências: Abbas – Cellular and Molecular Immunology; Janeway’s Immunobiology; UpToDate – T cell memory.

Por que as demais estão incorretas?

A) “Alta PDCD1/PD-1” sugere exaustão, típica de estimulação antigênica crônica (infecções persistentes, câncer), com perda funcional progressiva. Em memória vacinal estável, espera-se PD-1 baixo em repouso. (Harrison’s; Nat Rev Immunol).

B) “Conversão para Treg FOXP3+”: FOXP3 define linfócitos T reguladores, principalmente CD4+. CD8+ Tregs existem, mas são raros e não constituem o destino típico pós-vacinação. Memória CD8+ mantém programa efetor-memorial, não regulador.

C) “Expressão exclusiva de genes citotóxicos (GZMB) como na fase efetora”: Tcm reduzem o programa citotóxico imediato; não é “exclusivo” de citotoxinas. Mesmo Tem podem manter GZMB/PRF1, mas memória central prioriza sobrevivência e homing. A palavra “exclusiva” é um alerta de pegadinha.

D) “Retorno completo ao estado naïve”: células de memória não regridem a naïve; preservam marcas epigenéticas e transcricionais de memória (ex.: BCL2, IL7R, TCF7). O repertório e a responsividade são distintos dos naïve. (Abbas; UpToDate).

Estratégia para provas: destaque termos temporais como “meses após” (fase de memória), identifique marcadores de sobrevivência (BCL2, IL7R) e homing linfonodal (CCR7, SELL). Desconfie de descrições de exaustão (PD-1 alto), de “exclusividade” de citotoxicidade e de “retorno a naïve”.

Referências essenciais: Abbas – Cellular and Molecular Immunology (memória T); Janeway’s Immunobiology (cap. memória imunológica); UpToDate: “Overview of T cell memory”; Nature Reviews Immunology 2020–2022 sobre estados transcricionais de Tcm/Tem.

Gabarito: E

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