Assinale a alternativa que melhor descreve o papel da assin...
Gabarito comentado
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Tema central: Assinatura gênica é o conjunto de genes cuja expressão (transcrição) varia de modo coordenado, caracterizando um estado biológico específico (ex.: ativação interferon-like pós-vacina). Em medicina translacional e análises clínicas, essas assinaturas são obtidas por RNA-Seq/microarranjos e usadas para prever resposta imunológica, identificar vias ativadas e servir como biomarcadores de eficácia/segurança. Essa abordagem é eixo da “systems vaccinology”.
Alternativa correta: D — “Mapear padrões de expressão gênica em células imunes para prever a resposta à vacina.”
Justificativa: Após vacinação, células imunes exibem padrões transcricionais (ex.: módulos de genes induzidos por IFN tipo I) que correlacionam com títulos de anticorpos ou respostas de células T. Essas assinaturas permitem estratificar respondedores, antecipar eficácia e investigar mecanismos. Evidências: estudos de systems vaccinology com vacinas contra influenza, febre amarela e COVID-19 demonstram que assinaturas precoces preveem imunogenicidade (UpToDate; Harrison’s – Imunizações; OMS/WHO – avaliação de imunogenicidade).
Análise das incorretas
A. “Identificar mutações no genoma viral...” — Isso é vigilância genômica do patógeno (antigenic drift/escape), não assinatura gênica do hospedeiro. Assinatura gênica foca expressão de genes em células humanas, não mutações virais.
B. “Quantificar citocinas sem relação com vias imunes.” — Incoerente. Assinaturas são explicitamente vinculadas a vias biológicas (TLR, IFN, NF-κB). Além disso, quantificar citocinas é tipicamente proteômica (ELISA/Multiplex), não definição de assinatura gênica por transcriptômica.
C. “Determinar a sequência completa do mRNA da vacina.” — Trata-se de sequenciamento do insumo vacinal (controle de qualidade), não de mapear padrões de expressão do hospedeiro. Assinatura gênica não é sobre a sequência da vacina.
E. “Substituir ensaios clínicos por simulações...” — Inadequado e antiético. Modelos in silico e assinaturas podem complementar, mas não substituem estudos clínicos de segurança/eficácia (OMS/WHO, ICH; Harrison’s). São ferramentas para predição e geração de hipóteses.
Estratégia de prova: Ao ver “assinatura gênica”, procure palavras-chave como padrões de expressão, biomarcadores, prever resposta e vias imunológicas. Desconfie de opções que troquem hospedeiro por patógeno (pegadinha da alternativa A) ou que prometam substituir ensaios clínicos (E).
Referências úteis: UpToDate – Principles of vaccine immunology; Harrison’s Principles of Internal Medicine (Imunização); OMS/WHO – Guidelines for clinical evaluation of vaccines; literatura de “systems vaccinology”.
Gabarito: D
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