Na abordagem clínica da coronariopatia isquêmica, é corret...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q2541144 Medicina
Na abordagem clínica da coronariopatia isquêmica, é correto afirmar que:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: manejo do IAM na prática: biomarcadores, perfil lipídico pós-IAM, betabloqueio, analgesia e contraindicações à trombólise. A prova explora “armadilhas” clássicas de diretrizes.

Alternativa correta: EAVC isquêmico nos últimos 3 meses é contraindicação absoluta à trombólise no IAM com supra (STEMI). Logo, AVC há 60 dias impede fibrinólise. Essa regra consta nas diretrizes ESC/ACC/AHA para reperfusão: contraindicações absolutas incluem AVC hemorrágico prévio, AVC isquêmico < 3 meses, dissecção de aorta suspeita, neoplasia/ malformação vascular intracraniana, sangramento ativo etc. Evidências: ESC (2017/2023 ACS), AHA/ACC (2013/2021 STEMI), UpToDate.

Por que as demais estão incorretas?

A) “Frações do colesterol se elevam nos primeiros dias pós-IAM.” Falso. Nas primeiras 24–48h pós-IAM, T-C, LDL e HDL caem (triglicerídeos podem subir discretamente). Apesar disso, estatinas de alta intensidade devem ser iniciadas precocemente por benefício prognóstico e estabilização de placa — não porque o colesterol aumente. Referências: ESC, AHA/ACC, Harrison’s.

B) “Mioglobina tem alto VPP e orienta conduta.” Falso. Mioglobina sobe muito cedo, mas é pouco específica (alto VNI, baixo VPP). O padrão-ouro para diagnóstico são troponinas I/T com curva temporal. Diretrizes não recomendam mioglobina para decidir reperfusão/conduta. Referências: ESC, AHA/ACC, UpToDate.

C) “Betabloqueadores devem ser iniciados mesmo no choque.” Falso. Betabloqueadores reduzem mortalidade quando iniciados nas primeiras 24h se o paciente estiver estável. São contraindicados em choque cardiogênico, hipotensão, bradicardia, BAV avançado, broncoespasmo grave. Diretrizes ESC/AHA/ACC.

D) “Deve receber morfina, especialmente no IAM inferior.” Falso. Opioides podem causar hipotensão e pior perfusão; uso rotineiro não é recomendado. Empregar apenas se dor refratária após anti-isquêmicos, com cautela — no IAM inferior (frequentemente com VD) há dependência de pré-carga, e opioides/nitratos podem agravar hipotensão. Estudos observacionais (CRUSADE) associaram morfina a piores desfechos em SCA. Diretrizes ESC/AHA/ACC.

Estratégia de prova:

  • Contraindicações à trombólise: memorize “AVC isquêmico < 3 meses” e “AVC hemorrágico prévio” como absolutas.
  • Biomarcadores: troponina é padrão-ouro; mioglobina tem baixo VPP.
  • Lipídios pós-IAM: T-C/LDL/HDL caem nas 24–48h; estatina alta intensidade desde a admissão.
  • Betabloqueio: iniciar se hemodinamicamente estável; evitar no choque.
  • Analgesia: morfina só se dor refratária, com cautela especial no IAM inferior/VD.

Referências essenciais: Diretrizes ESC 2017/2023 (ACS/STEMI), AHA/ACC 2013–2021 (STEMI), UpToDate (Acute STEMI management), Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Gabarito: E

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

Na abordagem clínica da coronariopatia isquêmica, a resposta correta é a alternativa E. Isso se deve ao fato de que a trombólise, um tratamento frequentemente utilizado para dissolver coágulos sanguíneos durante um infarto agudo do miocárdio, possui várias contraindicações. Uma das contraindicações absolutas é um histórico recente de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, que pode aumentar de maneira significativa o risco de hemorragia intracraniana. Portanto, um paciente que teve um AVC isquêmico nos últimos 60 dias não deve ser submetido à trombólise devido ao alto risco de complicações graves, justificando a escolha da alternativa E como a correta.
Na abordagem clínica da coronariopatia isquêmica, a resposta correta é a alternativa E. Isso se deve ao fato de que a trombólise, um tratamento frequentemente utilizado para dissolver coágulos sanguíneos durante um infarto agudo do miocárdio, possui várias contraindicações. Uma das contraindicações absolutas é um histórico recente de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, que pode aumentar de maneira significativa o risco de hemorragia intracraniana. Portanto, um paciente que teve um AVC isquêmico nos últimos 60 dias não deve ser submetido à trombólise devido ao alto risco de complicações graves, justificando a escolha da alternativa E como a correta.
Na abordagem clínica da coronariopatia isquêmica, a resposta correta é a alternativa E. Isso se deve ao fato de que a trombólise, um tratamento frequentemente utilizado para dissolver coágulos sanguíneos durante um infarto agudo do miocárdio, possui várias contraindicações. Uma das contraindicações absolutas é um histórico recente de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, que pode aumentar de maneira significativa o risco de hemorragia intracraniana. Portanto, um paciente que teve um AVC isquêmico nos últimos 60 dias não deve ser submetido à trombólise devido ao alto risco de complicações graves, justificando a escolha da alternativa E como a correta.
Na abordagem clínica da coronariopatia isquêmica, a resposta correta é a alternativa E. Isso se deve ao fato de que a trombólise, um tratamento frequentemente utilizado para dissolver coágulos sanguíneos durante um infarto agudo do miocárdio, possui várias contraindicações. Uma das contraindicações absolutas é um histórico recente de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, que pode aumentar de maneira significativa o risco de hemorragia intracraniana. Portanto, um paciente que teve um AVC isquêmico nos últimos 60 dias não deve ser submetido à trombólise devido ao alto risco de complicações graves, justificando a escolha da alternativa E como a correta.
Na abordagem clínica da coronariopatia isquêmica, a resposta correta é a alternativa E. Isso se deve ao fato de que a trombólise, um tratamento frequentemente utilizado para dissolver coágulos sanguíneos durante um infarto agudo do miocárdio, possui várias contraindicações. Uma das contraindicações absolutas é um histórico recente de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, que pode aumentar de maneira significativa o risco de hemorragia intracraniana. Portanto, um paciente que teve um AVC isquêmico nos últimos 60 dias não deve ser submetido à trombólise devido ao alto risco de complicações graves, justificando a escolha da alternativa E como a correta.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo