Em 1973, fui trabalhar numa revista brasileira editada em
Lisboa. Logo no primeiro dia, tive uma amostra das deliciosas
diferenças que nos separavam, a nós e aos portugueses, em
matéria de língua. Houve um problema no banheiro da redação
e eu disse à secretária: “Isabel, por favor, chame o bombeiro
para consertar a descarga da privada.” Isabel franziu a testa e
só entendeu as quatro primeiras palavras. Pelo visto, eu estava
lhe pedindo que chamasse a Banda do Corpo de Bombeiros
para dar um concerto particular de marchas e dobrados na
redação. Por sorte, um colega brasileiro, em Lisboa havia
algum tempo e já escolado nos meandros da língua, traduziu o
recado: “Isabel, chame o canalizador para reparar o autoclismo
da retrete.” E só então o belo rosto de Isabel se iluminou.
CASTRO, Ruy. O autoclismo da retrete. Folha de São Paulo. Disponível em:
. Acesso em: 21
fev. 2024.
Segundo a gramática normativa, a utilização da vírgula dá-se por questões estilísticas e sintáticas. No período “Em
1973, fui trabalhar numa revista brasileira editada em
Lisboa”, segundo a norma-padrão, justifica-se o emprego da
vírgula pelo mesmo motivo sintático que justifica o emprego
da(s) vírgula(s) em
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
Veja esse conteúdo explicado passo a passo em nossos cursos. Buscar curso
teste
Parabéns! Você acertou!
Mandou bem! Revise esse tema nos nossos cursos. Buscar curso