Paciente de 27 anos iniciou há duas semanas quadro de febre,...
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Tema central: A questão aborda o diagnóstico diferencial das meningites crônicas, demandando reconhecimento dos principais achados clínico-laboratoriais em LCR, essenciais à prática médica e recorrentes em avaliações de concursos.
Análise do caso: Paciente adulto jovem evolui em duas semanas com sintomas neurológicos graves. O LCR revela expressiva pleocitose linfocítica (80%), glicose diminuída, proteína discretamente aumentada, com bacterioscopia, BAAR e pesquisa de fungos negativas.
Justificativa da alternativa correta (B – Meningite tuberculosa):
A meningite tuberculosa apresenta início subagudo/crônico com acometimento progressivo do estado mental. O LCR clássico mostra: pleocitose linfocitária, glicose diminuída (normal >50-60% da glicemia sérica) e proteína aumentada. Segundo o Guia de Vigilância em Saúde (Ministério da Saúde, 6ª ed., Quadro 1): “O LCR é límpido, com predomínio de linfócitos, glicose baixa e proteína aumentada.” A negatividade da pesquisa de BAAR não afasta o diagnóstico, já que a sensibilidade desse exame é baixa em LCR.
Por que as alternativas estão incorretas?
A) Meningite meningocócica: O padrão esperado é de instalação aguda (horas a poucos dias), predomínio de neutrófilos no LCR, turvação importante, glicose muito baixa e proteína bastante elevada. O predomínio linfocitário praticamente exclui essa hipótese.
C) Neurocriptococose: Embora haja quadro subagudo, predomínio linfocítico e hipoglicorraquia, tipicamente ocorre em imunossuprimidos (ex: HIV/AIDS). Além disso, pesquisa de fungos negativa diminui muito a chance dessa etiologia, pois Criptococcus é detectado por tinta nanquim ou antigenemia.
D) Neurotoxoplasmose: Cursa com lesões parenquimatosas múltiplas, déficits motores/sensitivos e não manifesta pleocitose linfocitária importante em LCR, além de não cursar, classicamente, com meningite isolada.
Dicas para provas: Atenção ao tempo de evolução do quadro (agudo x subagudo/crônico), predomínio celular no LCR e perfil epidemiológico. Questões exigem correlação dinâmica entre dados clínicos e laboratoriais.
Referência complementar: Obra clássica “Principles and Practice of Infectious Diseases”, Mandell, Douglas, and Bennett: destaca que o diagnóstico é presuntivo e frequentemente definido por achados do LCR, mesmo com exames diretos negativos.
Conclusão: O conjunto de evolução subaguda, pleocitose linfocitária, hipoglicorraquia e proteína elevada diagnóstica meningite tuberculosa.
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Comentários
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Não entendi porque seria Meningite tuberculosa mesmo com pesquisa de BAAR negativo
Ué, se bacterioscopia, BAAR e pesquisa de fungos foram negativas, como poderia ser meningite tuberculosa?
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