O manejo da hipertensão em pediatria requer atenção especia...
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Tema central: manejo farmacológico da hipertensão em crianças. Em pediatria, quando há indicação de tratamento medicamentoso (HTA estágio 2, sintomas, dano de órgão-alvo, DM/DRC, ou falha de medidas não farmacológicas), as principais classes de primeira linha são: IECA (ex.: enalapril), ARA II (ex.: losartana), bloqueadores de canais de cálcio de ação prolongada (ex.: amlodipina) e, em muitos cenários, tiazídicos. Diretrizes: AAP 2017 (reafirmada), SBP/SBC, UpToDate.
Alternativa correta: C — IECA (enalapril) são opção adequada e segura em crianças. Benefícios: eficazes na redução da PA e especialmente indicados em DRC/proteinúria, DM e disfunção de VE. Requerem monitorização de creatinina e potássio (risco de hiperpotassemia/elevação transitória da creatinina). Contraindicados em estenose bilateral de artérias renais e gravidez (atenção a adolescentes). Evidências sustentam segurança e eficácia pediátrica (AAP 2017; SBP/SBC; UpToDate).
Por que as demais estão incorretas?
A) “Tiazídicos como primeira escolha universal” — falso. Tiazidas são opções válidas, mas as diretrizes não as colocam como única primeira linha; escolhe-se entre IECA/ARA II, BCC ou tiazida conforme contexto clínico (ex.: tiazida pode ser útil em PA sal-sensível, obesidade).
B) “Amlodipina é contraindicada” — falso. Bloqueadores de canal de cálcio são seguros e amplamente usados em pediatria; amlodipina tem boa tolerabilidade e efeito prolongado. Não há contraindicação geral; monitorar edema periférico e cefaleia.
D) “ARA II não têm indicação” — falso. Losartana e outros ARA II têm indicação estabelecida em crianças (≥6 anos em muitas formulações), inclusive com benefício em DRC/proteinúria e em condições específicas (ex.: dilatação aórtica em Marfan com losartana).
E) “Betabloqueadores não devem ser usados” — falso. Não são primeira linha rotineira, mas podem ser usados em indicações selecionadas (ex.: taquiarritmias, enxaqueca, hipertireoidismo, coarctação). Exigem cautela em asma e atletas (efeitos no desempenho), mas não são proibidos.
Conduta prática resumida: iniciar com medidas não farmacológicas (dieta com redução de sal, controle de peso, atividade física). Indicar fármaco se critérios presentes. Escolher entre IECA/ARA II (preferir em DRC/proteinúria), BCC (boa opção em afrodescendentes e asma), ou tiazida (custo/eficácia). Monitorar PA, função renal e eletrólitos; ajustar doses por peso.
Pegadinhas: “primeira escolha única” e “classe contraindicada” costumam estar erradas. Busque alternativas que alinham-se às diretrizes e mencionem segurança e monitorização.
Referências: AAP 2017 Clinical Practice Guideline; SBP/SBC – Hipertensão Arterial na Infância e Adolescência; UpToDate – Hypertension in children and adolescents.
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