A leucemia linfoide aguda (LLA) é a neoplasia maligna mais ...
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Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é uma neoplasia maligna que afeta principalmente crianças e pode, embora raramente, ocorrer no período neonatal. A LLA é caracterizada pela proliferação descontrolada de linfoblastos, que são células precursoras dos linfócitos. Para o diagnóstico preciso, a identificação de biomarcadores específicos é crucial.
Alternativa A: Presença intensa de blastos circulantes no sangue periférico, com morfologia linfoide e expressão de marcadores como CD10, CD19 e CD20.
Esta é a alternativa correta. Os marcadores CD10, CD19 e CD20 são específicos para linfoblastos, que são células precursoras dos linfócitos B. A presença desses marcadores, junto com a morfologia linfoide dos blastos no sangue periférico, é característica da LLA. O CD10, também conhecido como CALLA (Common Acute Lymphoblastic Leukemia Antigen), é especialmente importante para o diagnóstico em crianças. De acordo com diretrizes como as da Sociedade Brasileira de Pediatria e o UpToDate, esses marcadores são usados rotineiramente na prática clínica para confirmar o diagnóstico.
Alternativa B: Anemia normocítica e homocrômica, leucocitose com desvio à esquerda e trombocitopenia.
Embora alterações hematológicas como anemia e trombocitopenia sejam comuns em LLA, a descrição de leucocitose com desvio à esquerda é mais característica de infecções bacterianas agudas, não sendo específica para LLA. O desvio à esquerda refere-se ao aumento de formas jovens de neutrófilos no sangue, o que não é típico desta leucemia.
Alternativa C: Aumento das enzimas hepáticas (AST e ALT) e da lactato desidrogenase (LDH).
O aumento de enzimas hepáticas e LDH pode ocorrer em muitos tipos de doenças e não é específico para LLA. Esses achados podem indicar lesão hepática ou destruição celular, mas não são diagnósticos para LLA.
Alternativa D: Hipercalcemia e hiperfosfatemia, com elevação do ácido úrico sérico.
Embora a elevação do ácido úrico possa ocorrer devido à lise celular em neoplasias, a hipercalcemia e a hiperfosfatemia são mais comumente associadas a outras condições, como a síndrome de lise tumoral em neoplasias de alta carga tumoral, mas não são específicas para LLA.
Alternativa E: Presença de massa mediastinal ao exame radiológico de tórax.
A presença de massa mediastinal é mais frequentemente associada à leucemia linfoblástica T (LLT) do que à LLA de origem B em crianças, e mesmo assim, não é um achado diagnóstico isolado. É mais comum em adolescentes e adultos jovens.
Essa questão nos ensina a importância dos biomarcadores na identificação de patologias hematológicas, reforçando o uso de marcadores específicos para um diagnóstico preciso.
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