A farmacologia odontológica envolve a escolha racional de fá...

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Q3796226 Odontologia
A farmacologia odontológica envolve a escolha racional de fármacos considerando aspectos farmacocinéticos, interações medicamentosas e condições sistêmicas do paciente. Com base nesse princípio, analise as assertivas: 

I. Em pacientes com insuficiência hepática, a prescrição de paracetamol exige cautela, devido ao risco de hepatotoxicidade associado ao acúmulo de metabólitos tóxicos.

II. Antiinflamatórios não esteroidais (AINEs), como o ibuprofeno, são preferíveis em pacientes com úlcera péptica ativa, pois não interferem na integridade da mucosa gástrica.

Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério que resolve a questão é reconhecer dois perfis farmacológicos clássicos: o paracetamol depende de metabolismo hepático e, diante de insuficiência hepática, exige cautela pelo risco de hepatotoxicidade; já os AINEs, como ibuprofeno, inibem prostaglandinas gastroprotetoras e, em úlcera péptica ativa, não são preferíveis porque podem agravar a lesão e o sangramento. Com isso, a assertiva I é verdadeira e a II é falsa.

Tema central: Farmacologia de analgésicos
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque combina corretamente o julgamento das duas assertivas. A I é verdadeira: o paracetamol é majoritariamente metabolizado no fígado, e parte de seu metabolismo gera um metabólito reativo hepatotóxico, o NAPQI, normalmente detoxificado por glutationa. Na insuficiência hepática, há menor margem de segurança, o que justifica cautela na prescrição. A II é falsa: os AINEs não preservam a mucosa gástrica; ao inibirem COX, reduzem prostaglandinas que mantêm muco, bicarbonato, fluxo sanguíneo local e integridade da barreira mucosa, podendo piorar úlcera péptica ativa.
B
Errada
Está errada porque depende de considerar verdadeira a assertiva II, o que contraria a farmacologia dos AINEs. Ibuprofeno e outros AINEs interferem diretamente na defesa da mucosa gástrica por redução de prostaglandinas gastroprotetoras, aumentando risco de gastrite, sangramento e agravamento de úlcera péptica ativa.
C
Errada
Está errada porque a assertiva II não se sustenta. A questão usa o termo 'preferíveis' em um cenário de úlcera péptica ativa, e isso é tecnicamente incompatível com o efeito gastrolesivo clássico dos AINEs. A I está correta, mas a II nega um mecanismo farmacológico básico.
D
Errada
Está errada porque a assertiva I é verdadeira. O paracetamol tem metabolismo hepático e fração convertida em metabólito hepatotóxico; por isso, em insuficiência hepática, a conduta correta é reconhecer necessidade de cautela, não declarar a assertiva incorreta.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tratar o paracetamol como sempre seguro mesmo em disfunção hepática e, sobretudo, aceitar o ibuprofeno como opção neutra para o estômago apenas por ser muito usado na prática odontológica. O termo 'preferíveis' na assertiva II torna o erro evidente.
Dica para questões semelhantes
  • Quando aparecer insuficiência hepática, revise se o fármaco depende de metabolismo hepático e se há metabólito tóxico relevante; isso já pode tornar correta a ideia de cautela.
  • Em doença ulcerosa ativa, AINE não deve ser visto como opção preferível, porque sua inibição de prostaglandinas compromete a proteção da mucosa gástrica.
  • Leia com atenção palavras decisivas como 'preferíveis' e 'cautela': na I, 'cautela' está adequada; na II, 'preferíveis' contradiz o mecanismo farmacológico.

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