Dentre os exames clínicos em estomatologia, a correta identi...

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Q3796220 Odontologia
Dentre os exames clínicos em estomatologia, a correta identificação de lesões potencialmente malignas exige avaliação criteriosa. Constitui conduta apropriada frente a uma lesão ulcerada persistente em borda de língua:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Resolução CFO-118/2012 (Código de Ética Odontológica), art. 5º, I: "Art. 5º. Constituem direitos fundamentais dos profissionais inscritos, segundo suas atribuições específicas: I - diagnosticar, planejar e executar tratamentos, com liberdade de convicção, nos limites de suas atribuições, observados o estado atual da Ciência e sua dignidade profissional;" Diante de lesão ulcerada persistente em borda de língua, a conduta compatível com esse dever é a investigação diagnóstica com documentação clínica e biópsia incisional com envio para histopatologia, o que confirma o gabarito A.

Tema central: Lesão oral suspeita
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a única compatível com a atuação técnico-profissional exigida pelo art. 5º, I, do Código de Ética Odontológica, porque uma lesão ulcerada persistente em borda de língua é clinicamente suspeita e não autoriza mera observação ou tratamento empírico. A base informa que, conforme fontes oficiais do Ministério da Saúde, lesões que não cicatrizam em até 15 dias exigem avaliação profissional imediata e, sendo suspeitas, biópsia; além disso, o manual oficial sustenta a documentação clínica da lesão e a biópsia incisional quando há suspeita de malignidade ou quando o diagnóstico clínico não está estabelecido.
B
Errada
Está errada porque indicar enxágue antisséptico por tempo indefinido e apenas observar não promove elucidação etiológica nem atende ao dever de condução diagnóstica segundo o estado atual da ciência. A base é expressa em afirmar que lesão persistente suspeita não deve ser apenas observada indefinidamente e que, sendo suspeita, deve ser investigada por biópsia.
C
Errada
Está errada porque iniciar tratamento tópico empírico sem investigação etiológica e sem acompanhamento posterga o diagnóstico e viola o padrão técnico-científico exigido pelo art. 5º, I, da Resolução CFO-118/2012. A impropriedade aqui é concreta: falta investigação diagnóstica adequada para lesão persistente suspeita.
D
Errada
Está errada porque esperar regressão espontânea por até seis meses, sem registro clínico, contraria frontalmente a orientação técnica oficial indicada na base: lesões orais que não cicatrizam em até 15 dias demandam avaliação imediata e, quando suspeitas, biópsia. Além disso, a ausência de documentação clínica conflita com a necessidade de descrição adequada da lesão em ficha clínica antes da definição diagnóstica.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre lesão ulcerada persistente e lesão autolimitada, como se a persistência autorizasse observação prolongada ou tratamento empírico; na verdade, a persistência em borda de língua reforça a necessidade de investigação diagnóstica.
Dica para questões semelhantes
  • Se a lesão oral é persistente e suspeita, a chave é investigação diagnóstica compatível com o estado atual da ciência, não observação indefinida.
  • Em alternativas sobre estomatologia, diferencie conduta paliativa de conduta diagnóstica: antisséptico ou tópico não substituem biópsia quando há suspeita relevante.
  • Quando a base mencionar lesão suspeita de malignidade, procure a opção com documentação clínica e exame histopatológico.

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