Na prescrição de órteses e adaptações, a decisão deve deriv...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: C
Tema central: Prescrição de órteses e adaptações em Tecnologia Assistiva exige um processo clínico estruturado, centrado na tarefa-alvo, com avaliação, medição, teste de materiais, além de educação ao usuário e acompanhamento para ajustes e desmame. Isso garante eficácia, segurança e adesão.
Resumo teórico (passo a passo):
1) Definir tarefa-alvo e objetivos funcionais (o que a pessoa precisa fazer).
2) Avaliar clinicamente e medir (dor, ADM, força, tônus, sensibilidade, integridade da pele, medidas anatômicas) e o contexto (ambiente, rotina, barreiras).
3) Testar/selecionar materiais conforme propriedades (rigidez, peso, conforto, ventilação) — termoplástico de baixa temperatura, neoprene, elastômero, impressão 3D.
4) Educar para uso (colocar/retirar, tempo de uso, higiene, sinais de alerta).
5) Acompanhar e reavaliar para ajustes e desmame quando indicado.
Fontes essenciais: AOTA – Occupational Therapy Practice Framework (OTPF-4); ISO 9999/ABNT NBR ISO 9999 – Classificação de Produtos de TA; WHO GATE – Guidelines on Assistive Products; Radomski & Latham – Occupational Therapy for Physical Dysfunction; Skirven et al. – Rehabilitation of the Hand and Upper Extremity.
Por que a C está correta? Ela descreve exatamente o fluxo recomendado: começa na tarefa-alvo, usa medições anatômicas, inclui teste de materiais, prevê orientação detalhada e plano de acompanhamento com possibilidade de adaptação e desmame. Esse encadeamento é o padrão defendido por diretrizes e literatura especializada.
Por que as demais estão erradas?
A) “Imobilizadores rígidos para todos os quadros de dor” é generalização. Nem toda dor exige imobilização rígida; pode-se indicar órteses dinâmicas, elásticas ou apenas educação/atividade, conforme avaliação.
B) Priorizar pré-fabricados com ajustes padronizados e reavaliação esporádica ignora a personalização e o seguimento contínuo, elementos críticos para conforto, eficácia e prevenção de lesões.
D) Focar em estética como principal critério desvia do objetivo terapêutico. Aparência pode ser considerada, mas função, segurança e adequação são prioritárias.
E) Decidir pelo menor custo como eixo central contraria o princípio de cuidado centrado na função e na segurança. Custo é variável importante, mas não pode sobrepor-se à eficácia clínica.
Estratégia de prova: Procure termos que indiquem processo completo (tarefa-alvo, medições, teste de materiais, educação, acompanhamento). Desconfie de absolutismos (“para todos”), de critérios únicos (só custo ou só estética) e de propostas sem personalização ou sem reavaliação.
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