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Q861018 Medicina
No Centro de Saúde, uma gestante primigesta de 27 anos está com 12 semanas de gestação. Nega antecedentes pessoais importantes. Traz os resultados dos exames solicitados no pré-natal. A glicemia de jejum está 110 mg/dl. Todos os demais exames estão dentro dos parâmetros normais. Segundo o Protocolo para rastreamento e diagnóstico de Diabetes Mellitus gestacional no Brasil (Ministério da Saúde e outras associações, 2017), qual a alternativa correta?
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Tema central: Diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) no pré-natal, com base nas diretrizes oficiais brasileiras.

Entendimento do caso clínico: Gestante de 27 anos, primigesta, com 12 semanas, glicemia de jejum de 110 mg/dL e sem outros exames alterados.

Justificativa da alternativa correta (D):

Segundo o "Protocolo para rastreamento e diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional no Brasil" (2017): "O diagnóstico de DMG é estabelecido quando a glicemia de jejum, realizada na primeira consulta pré-natal, apresenta valores entre 92 mg/dL e 125 mg/dL."

O caso apresenta glicemia de jejum = 110 mg/dL, que confirma o diagnóstico de DMG. Portanto, a conduta correta é encaminhar para o pré-natal de alto risco, já que o seguimento dessas pacientes exige vigilância especializada para evitar complicações materno-fetais.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Incorreta: O Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) não é necessário se a glicemia de jejum já estiver no intervalo diagnóstico (92 - 125 mg/dL). O diagnóstico já está feito, segundo o protocolo.

B) Incorreta: O TOTG de 3 horas com 100g de glicose é protocolo antigo (Carpenter & Coustan), mas não é utilizado atualmente no Brasil para DMG. Usa-se o TOTG de 75g apenas para casos com glicemia de jejum normal inicial.

C) Incorreta: TOTG entre 24 e 26 semanas só é indicado se a glicemia de jejum da primeira consulta for normal (<92 mg/dL). Neste caso, já existe diagnóstico de DMG (110 mg/dL).

Dicas para interpretação em provas:

Fique atento a valores de corte! Glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL já configura DMG, sem TOTG ou aguardar nova triagem. Muitos candidatos erram por tentar confirmar com exame adicional desnecessário.

Resumo prático:

  • Glicemia de jejum entre 92 e 125 mg/dL na 1ª consulta = DMG diagnosticada.
  • Encaminhamento imediato ao pré-natal de alto risco.
  • NÃO é preciso pedir TOTG nem esperar outro exame.

Fontes e Protocolos: Ministério da Saúde – Diretrizes para rastreamento e diagnóstico de DMG no Brasil (2017), Seção Critérios Diagnósticos; SBEM; UpToDate.

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Comentários

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A alternativa correta é a D, que indica que a gestante tem diabetes gestacional e deve ser encaminhada ao pré-natal de alto risco. Isso porque, segundo o Protocolo para rastreamento e diagnóstico de Diabetes Mellitus gestacional no Brasil, a glicemia de jejum igual ou maior que 92 mg/dl é considerada alterada e requer investigação adicional. Além disso, a gestação é um fator de risco para o desenvolvimento de diabetes gestacional e, nesse caso, a gestante apresenta um valor elevado de glicemia de jejum, o que indica a necessidade de encaminhamento para o pré-natal de alto risco. É importante lembrar que o diagnóstico de diabetes gestacional é fundamental para o acompanhamento adequado da gestante e prevenção de complicações tanto para a mãe quanto para o feto.

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