O homem, que não foi identificado, 'dirigia' no momento do ...
O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.
O alerta de médicos após homem ter garganta perfurada ao tentar conter espirro
Uma equipe médica emitiu um alerta depois que um homem teve a garganta perfurada ao tentar conter um espirro.
O paciente, que tinha por volta de 30 anos, foi levado ao hospital na Inglaterra, com fortes dores após ter fechado o nariz e a boca para não espirrar.
Os exames revelaram que ele sofreu uma ruptura de dois milímetros na traqueia.
Médicos da Universidade de Dundee disseram que, se você fechar a boca e o nariz durante um espirro, a pressão nas vias aéreas superiores aumenta cerca de vinte vezes.
Isso causa lesões, como ruptura de tímpanos, aneurismas e até costelas quebradas.
O caso foi documentado na revista médica BMJ Case Reports.
Um rompimento repentino na garganta, conhecido clinicamente como "ruptura traqueal espontânea", é raro e pode ser potencialmente fatal.
Apenas alguns casos foram relatados, incluindo um em 2018, quando um homem também na Inglaterra teve uma lesão ao tentar conter um espirro.
No novo caso relatado, médicos examinaram o paciente e ouviram um estalo ao tocar seu pescoço.
O homem, que não foi identificado, dirigia no momento do espirro e tinha histórico de alergias e irritação na garganta.
O paciente não necessitou de tratamento cirúrgico e foi mantido em observação no hospital.
Teve alta e recebeu medicação analgésica e anti-histamínica. Os médicos também aconselharam evitar atividades físicas extenuantes por duas semanas.
Cinco semanas depois, um exame mostrou que a lesão havia cicatrizado.
Rasads Misirovs, principal autor do relato do caso, disse à BBC que se deve permitir que espirros escapem porque são o mecanismo de defesa natural do corpo para expelir substâncias irritantes das passagens nasais.
"Devemos cobrir suavemente o rosto com a mão ou com a parte interna do cotovelo para evitar que agentes como vírus, junto com saliva e muco, cheguem às pessoas ao redor."
Ele acrescentou que existem alguns métodos que as pessoas podem usar para reprimir espirros sem fechar o nariz e a boca.
"Pessoalmente, utilizo outra técnica: pressiono o polegar no lábio superior, logo abaixo do nariz, sem bloquear as fossas nasais por alguns segundos; isso funciona para mim", disse ele.
"Ao deixar as narinas abertas, o espirro escapa se a pressão dos lábios não funcionar."
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4ny5xqe
1e7o. Adaptado.
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O vocábulo destacado comporta-se, nesta frase, como verbo:
Gabarito comentado
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Tema central: Classificação e predicação verbal – transitividade verbal. A questão avalia a capacidade do candidato em reconhecer e analisar, conforme a norma-padrão, a função sintática do verbo “dirigir” na frase apresentada.
Análise da frase: Em “O homem, que não foi identificado, dirigia no momento do espirro e tinha histórico de alergias e irritação na garganta.”, o verbo “dirigir” aparece sem complemento, apenas seguido de um adjunto adverbial (“no momento do espirro”).
Regra gramatical: Conforme Evanildo Bechara (“Moderna Gramática Portuguesa”), verbo intransitivo é aquele que possui sentido completo, não exigindo objetos (direto ou indireto) para que a mensagem seja compreendida. É permitido, e bastante comum, que seja acompanhado de adjuntos adverbiais com informações sobre tempo, lugar, modo etc.
Exemplo: “Ela sorriu.” / “Ela sorriu discretamente na reunião.” (O sentido do verbo está completo; o adjunto apenas acrescenta informação.)
Justificativa da alternativa correta: Alternativa B – Intransitivo. O verbo “dirigir”, no contexto da frase apresentada, expressa uma ação independente; a leitura é plenamente compreendida sem complemento, caracterizando-o como intransitivo.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Transitivo indireto: Verbos que precisam de objeto introduzido por preposição (ex: “gostar de”). “Dirigir” não exige isso aqui.
- C) Bitransitivo: Verbos que exigem dois objetos, um direto e um indireto (ex: “oferecer flores ao colega”). Não há tal exigência para “dirigir”.
- D) Transitivo direto: Verbos que precisam de objeto direto, sem preposição (ex: “comprar algo”). Também não é o caso.
Estratégia para identificar verbos intransitivos: Pergunte a si mesmo: “O verbo, neste contexto, pede alguém ou algo que sofra a ação?” Se a resposta for não, provavelmente é intransitivo. Atenção: adjuntos adverbiais não são complementos obrigatórios!
Dica final: Exemplos como “Ela saiu cedo”, “Ele dormiu” e “O paciente respirou fundo” ajudam a treinar o olhar para identificar verbos intransitivos – todos completos em si, com possível adjunto adverbial acompanhando.
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Comentários
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“dirigia” é um verbo intransitivo e funciona como núcleo do predicado verbal.
Não exige objeto.
O termo que se segue (“no momento do espirro”) exerce função de adjunto adverbial de tempo.
O sujeito do verbo continua sendo “O homem”.
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