Observe algumas palavras retiradas do texto: “inteligência”...

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Q4038886 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Inteligência artificial e a transformação das profissões do futuro.


Por Unifor - 15/07/2025 12h20



    A inteligência artificial (IA) já deixou de ser um conceito do futuro e passou a fazer parte da realidade de diversas profissões. No mercado de trabalho, seu impacto é crescente, e tende a aumentar nos próximos anos.

    Para o professor Marcos Blaque, coordenador de vestibulares e olimpíadas do colégio Darwin, entender como a IA transforma a lógica das carreiras é um passo fundamental para quem está planejando o próprio futuro profissional.

    “Todas as profissões que sejam mais burocráticas ou administrativas tendem a sofrer com inovações tecnológicas porque são mais facilmente substituíveis, já vimos isso com força em áreas como telemarketing e atendimento ao consumidor”, afirma.

    Por outro lado, funções que exigem reflexão crítica, criatividade ou resolução de problemas complexos se beneficiam da tecnologia como ferramenta, e não como ameaça.



Substituir ou transformar?



    De acordo com Blaque, o avanço da IA não significa o fim de todas as profissões, mas sim uma profunda transformação. “Certamente isso acontecerá, na verdade já está acontecendo. Toda nova tecnologia altera o panorama do mercado de trabalho”, pontua.

    Para ele, quem souber identificar essas mudanças poderá se especializar nos novos nichos que surgem, e conquistar melhores posições no futuro.



Preparação começa na escola



    Na visão do professor, um dos papéis da escola atual é ensinar os alunos a ler o mercado e se preparar para ele. “Aprender o funcionamento e ler o mercado para compreender os rumos é uma tarefa da escola não somente na aplicação das disciplinas tradicionais, mas uma função primordial do Projeto de Vida – disciplina recém-implementada pela BNCC”, explica.

    Ele destaca que habilidades como escolha profissional e empreendedorismo, frequentemente debatidas nesse componente, serão diretamente influenciadas pela presença da IA.



Flexibilidade será essencial



    Com as mudanças constantes e a ausência de carreiras “fixas”, a flexibilidade se torna uma competência indispensável. “O profissional deve estar pronto para desenvolver habilidades além da sua área de atuação, bem como realizar transições de carreira quando necessário”, afirma.


    Para ilustrar, Blaque cita o conceito de “modernidade líquida”, do sociólogo Zygmunt Bauman, como forma de compreender a fluidez atual das relações de trabalho.



IA e educação: um caminho sem garantias



    Embora a inteligência artificial seja apontada por alguns como uma forma de democratizar o acesso à educação de qualidade, o professor pondera:

    “Acho que essa visão não é necessariamente correta. O uso de IA pode ser benéfico, mas escolas de ponta investem pesado em trabalhos em grupo, resolução de conflitos e habilidades socioemocionais. Estas são habilidades que não possuem vínculo direto com a IA e são grandemente valorizadas pelo mercado”.

    Ele lembra que outras tecnologias, como a própria internet, também foram vistas como soluções democráticas, mas nem sempre são utilizadas com esse fim.

    “Creio que quem utilizar de forma adequada pode sim aprender a fazer uma melhor seleção das informações,uma visão propagada pelo professor Mário Sérgio Cortella e pelo jornalista Gilberto Dimenstein em sua obra A era da curadoria”.



Fonte: Inteligência artificial e a transformação das profissões do futuro | G1 Acesso em 06 mar. 2026.

Observe algumas palavras retiradas do texto: “inteligência”, “tecnologia”, “crítica”, “profissões” e “já”. Considerando as regras de acentuação da língua portuguesa, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O elemento decisivo é a palavra “crítica”, presente no trecho “inteligência”, “tecnologia”, “crítica”, “profissões” e “já”. Como “crítica” se divide em crí-ti-ca, com tonicidade na antepenúltima sílaba, trata-se de proparoxítona; pela regra normativa, toda proparoxítona recebe acento gráfico. Isso confirma a alternativa B e invalida as demais justificativas.

Tema central: Acentuação gráfica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque “tecnologia” não é acentuada graficamente e não é oxítona terminada em “a”. A palavra é paroxítona: tec-no-lo-gi-a, com tonicidade em “gi”.
B
Certa
A alternativa B está correta porque “crítica” é proparoxítona: a sílaba tônica é “crí”, na antepenúltima posição. Pela regra das proparoxítonas, todas recebem acento gráfico. Assim, a classificação apresentada e o motivo do acento coincidem com o que aparece no texto.
C
Errada
Está errada porque “profissões” não é paroxítona terminada em “s”. A tonicidade recai na última sílaba, “ões”, de modo que o motivo indicado na alternativa não corresponde à classificação correta da palavra.
D
Errada
Está errada porque “inteligência” não é oxítona. A alternativa atribui à palavra uma classificação tônica incompatível com a forma apresentada, então a justificativa do acento não se sustenta.
E
Errada
Está errada porque “já” não é paroxítona; é monossílabo tônico. Seu acento se explica pela regra dos monossílabos tônicos terminados em “a”, “e” ou “o”, seguidos ou não de “s”.
Pegadinha da questão
A questão explora a confusão entre terminação e motivo real do acento: não basta a palavra terminar em determinada letra; é preciso verificar a sílaba tônica e a regra correspondente.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de olhar a terminação, identifique a sílaba tônica da palavra.
  • Se a tonicidade estiver na antepenúltima sílaba, a palavra é proparoxítona e recebe acento.
  • Não classifique monossílabo como oxítona, paroxítona ou proparoxítona.
  • Desconfie de alternativas que justificam o acento apenas pela última letra da palavra.

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