Na pessoa idosa, prevenção de quedas e manutenção de papéis...
I. Avaliação de risco de quedas inclui história de quedas, marcha, visão, medicamentos e barreiras do domicílio.
II. Treino de dupla tarefa com progressão cuidadosa pode melhorar marcha e atenção funcional em rotinas significativas.
III. Metas centradas em velocidade de execução substituem metas de participação em contextos reais.
IV. Dispositivos de auxílio complicam o desempenho e devem ser evitados em rotinas de alta demanda.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Gabarito comentado
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Gabarito: Alternativa A (I e II)
Tema central: prevenção de quedas e manutenção de papéis ocupacionais na pessoa idosa exigem avaliação multifatorial e treino em contextos significativos. Isso integra risco clínico, ambiente, tarefas e metas de participação (vida diária, social e comunitária).
Resumo teórico essencial
- A avaliação de risco de quedas deve incluir: histórico de quedas, análise de marcha e equilíbrio (ex.: TUG), visão, medicamentos/polifarmácia (sedativos, anti-hipertensivos), cognição, barreiras domiciliares e calçados. Intervenções em múltiplos componentes são mais efetivas.
- O treino de dupla tarefa (caminhar enquanto realiza tarefa cognitiva/manipulativa) com progressão cuidadosa melhora marcha, atenção funcional e desempenho em ocupações reais.
- Em Terapia Ocupacional, metas devem ser centradas na ocupação/participação; medidas de velocidade ou tempo são parâmetros, não substitutos das metas de engajamento em contextos reais.
- Dispositivos de auxílio (bengala/andador) reduzem risco quando bem prescritos e treinados; evitá-los de forma geral é inadequado.
Por que a alternativa A está correta?
I – Correta. Reflete a avaliação multifatorial recomendada por diretrizes (histórico de quedas, marcha/equilíbrio, visão, medicamentos e ambiente doméstico) como base para prevenção efetiva.
II – Correta. O treino de dupla tarefa com progressão segura melhora marcha e atenção funcional durante rotinas significativas, em linha com a prática baseada em ocupações.
Por que as demais alternativas estão erradas?
III – Falsa. Dizer que metas de velocidade substituem metas de participação contraria a abordagem centrada na ocupação; velocidade é indicador, não objetivo final.
IV – Falsa. Afirmar que dispositivos “complicam” e “devem ser evitados” é absoluto e inadequado; quando bem prescritos, facilitam segurança e desempenho em alta demanda.
Alternativas incorretas: B (inclui III), C (III e IV falsas), D (inclui III), E (inclui III e IV).
Estratégia de prova
- Desconfie de termos absolutos (“substituem”, “devem ser evitados”).
- Em TO, priorize sempre participação e contexto real; medidas de desempenho não substituem engajamento ocupacional.
- Em quedas, procure pela palavra-chave multifatorial e pela integração pessoa–tarefa–ambiente.
Fontes essenciais
- AGS/BGS. Clinical Practice Guideline for Prevention of Falls in Older Persons (atualizações recentes).
- CDC. STEADI Initiative: Coordinated Approach to Fall Prevention.
- WHO. Global report on falls prevention in older age.
- AOTA. Occupational Therapy Practice Framework (4ª ed.): foco em participação e contexto.
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