Em relação às malformações fetais de diagnóstico intra-útero...
A ressonância magnética tem sido estudada como método diagnóstico complementar na avaliação de algumas malformações fetais, dependendo somente de uma adequada quantidade de líquido amniótico para a obtenção de uma imagem de boa qualidade.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o uso da ressonância magnética (RM) fetal no diagnóstico de malformações detectadas intraútero e sua relação com o volume do líquido amniótico na obtenção de imagens de qualidade.
Justificativa para a alternativa correta: A alternativa indicada como “Errado” está correta. A RM fetal é reconhecida como método complementar e avançado na avaliação de malformações fetais, sobretudo do sistema nervoso central e abdome, sendo utilizada principalmente quando a ultrassonografia (USG) não fornece informações adequadas. O erro do item está ao afirmar que a RM depende exclusivamente de uma quantidade adequada de líquido amniótico para gerar boas imagens. Isso é verdadeiro para a USG, cujo princípio físico depende da passagem de ondas sonoras pelo líquido, mas não se aplica à RM.
Ponto-chave: A RM pode, inclusive, ser solicitada justamente em situações de oligodrâmnio (baixo líquido amniótico), obesidade materna, cicatrizes abdominais ou outras limitações para o ultrassom — nesses contextos, ela mantém a qualidade diagnóstica. Segundo artigo da Radiologia Brasileira e revisão do UpToDate, “a qualidade da RM fetal independe, na maior parte das vezes, do volume de líquido amniótico”.
Análise da alternativa incorreta ("C" - certo): Marcar como “certo” significaria confundir as bases físicas dos dois métodos: a USG depende muito do líquido; a RM, não. Cair nessa pegadinha é comum, pois o examinador explorou um conhecimento clássico das limitações do USG, tentando transpor para a RM.
Orientação estratégica: Leia atentamente os verbos e as exclusividades afirmadas no enunciado (“depende somente”, “exclusivamente”), pois são sinais de pegadinhas. Com frequência, alternativas categóricas tendem a estar incorretas em provas de Medicina.
Protocolos e evidências: Embora o Ministério da Saúde brasileiro não traga diretriz específica, recomendações internacionais e literatura-base como “Williams Obstetrícia” e “Manual de Obstetrícia da FEBRASGO” destacam o papel da RM fetal em situações em que o ultrassom encontra limitações, inclusive em caso de oligodrâmnio.
Resumo: A RM fetal não depende exclusivamente da quantidade de líquido amniótico, ao contrário do ultrassom.
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