No Anexo de Metas Fiscais, na avaliação do cumprimento da me...
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Gabarito comentado
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Alternativa correta: D - a arrecadação de tributos menor do que a previsão em decorrência do crescimento econômico menor do que aquele esperado para o período.
Vamos entender o tema central da questão:
A questão aborda o motivo pelo qual uma meta de resultado primário pode não ser cumprida. O resultado primário é a diferença entre receitas e despesas do governo, sem considerar os juros da dívida pública. O objetivo dessa medida é mostrar a capacidade do governo de gerar economia para pagar suas dívidas.
A avaliação do cumprimento das metas fiscais é crucial para a transparência fiscal e para manter a confiança dos agentes econômicos. Quando as metas não são atingidas, é fundamental analisar as razões por trás disso.
Justificativa para a alternativa correta (D):
O crescimento econômico menor do que o esperado pode levar a uma queda na arrecadação de tributos, pois a arrecadação está diretamente ligada à atividade econômica. Se a economia cresce menos, a base de cálculo para diversos tributos diminui (como o consumo, a produção e a renda), impactando negativamente as receitas do governo.
Análise das alternativas incorretas:
A - O aumento da dívida fundada pelas variações desfavoráveis da taxa cambial: A dívida fundada refere-se a dívidas de longo prazo. Variações cambiais impactam a dívida em moeda estrangeira, mas o efeito direto não está ligado ao resultado primário, que considera receitas e despesas, excluindo juros.
B - A redução da arrecadação da receita referente a juros de aplicações financeiras em decorrência do decréscimo dos rendimentos: A receita de juros de aplicações financeiras é uma pequena parte das receitas totais e geralmente não é determinante para o resultado primário. Além disso, a meta de resultado primário foca mais na gestão das despesas correntes e receitas tributárias.
C - O aumento da despesa realizada com a amortização da dívida fundada: Amortização de dívida não afeta o resultado primário, pois o resultado primário exclui despesas financeiras (juros e amortizações) para focar na economia gerada para pagar essas despesas no futuro.
E - O aumento da despesa realizada com juros e encargos sobre a dívida: Essa alternativa está incorreta pois os juros sobre a dívida são excluídos do cálculo do resultado primário. O resultado primário considera apenas as receitas e despesas antes do pagamento de juros.
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1) Nominal: corresponde ao resultado nominal das contas do setor público, ou seja, está incluso o efeito da inflação e do pagamento de juros sobre o fluxo de receitas e despesas do governo;
2) Operacional: corresponde ao resultado primário das contas públicas adicionado o pagamento de juros e excluindo-se o efeito da inflação;
3) Primário: corresponde ao resultado real (ou primário) das contas públicas, ou seja, excluindo-se a despesa com juros, que o Governo tem que pagar sobre as suas dívidas, e a inflação.
O resultado primário não leva em consideração as despesas financeiras, logo é possível perceber que a única alternativa que não inclui despesas financeiras é a D, gabarito da questão.
O resultado primário considera apenas as receitas e despesas primárias, também chamadas de não financeiras. Tal resultado corresponde à diferença entre as receitas arrecadadas e as despesas empenhadas, não considerando o pagamento do principal e dos juros da dívida, tampouco as receitas financeiras.
Na alternativa “D”, a diminuição da arrecadação de tributos, os quais são receitas primárias, é um motivo que explica o não cumprimento da meta de resultado primário.
Fonte: http://www.portaldoorcamento.com.br/2014/01/prova-comentada-e-recursos-icmsrj.html
LRF
Art. 66. Os prazos estabelecidos nos arts. 23, 31 e 70 serão duplicados no caso de crescimento real baixo ou negativo do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, regional ou estadual por período igual ou superior a quatro trimestres.
§ 1º Entende-se por baixo crescimento a taxa de variação real acumulada do Produto Interno Bruto inferior a 1% (um por cento), no período correspondente aos quatro últimos trimestres.
O “resultado primário” é definido pela diferença entre receitas e despesas do governo, excluindo-se da conta as receitas e despesas com juros. Caso essa diferença seja positiva, tem-se um “superávit primário”; caso seja negativa, tem-se um “déficit primário”.
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