Os tumores de pele não melanoma são os tumores mais frequen...
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Tema central: O carcinoma espinocelular (CEC) é o segundo tumor cutâneo mais frequente, com relevância epidemiológica no Brasil, especialmente devido à exposição solar e outros fatores predisponentes. Trata-se de uma neoplasia maligna originada dos queratinócitos epidérmicos.
Justificativa da alternativa correta – D)
O CEC está classicamente associado a úlceras crônicas (úlcera de Marjolin) e ao xeroderma pigmentoso (XP). O XP é uma condição genética que compromete a reparação do DNA após dano ultravioleta, favorecendo múltiplas neoplasias cutâneas desde a infância, incluindo o CEC. Já úlceras cutâneas crônicas, queimaduras antigas e cicatrizes de feridas de longa data também atuam como fator de risco devido à estimulação contínua e inflamação local, reforçando a transformação maligna. Essa associação é reconhecida em literatura médica como no Adams, Principles of Dermatology e nos consensos das sociedades de oncologia dermatológica.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Essa descrição é típica do carcinoma basocelular (CBC), que se caracteriza por nódulo de bordas peroladas, cor esbranquiçada e telangiectasias. O CEC geralmente se manifesta como lesão ulcerada ou vegetante, endurecida e de crescimento rápido.
B) Incorreta. Existe sim relação direta entre o tamanho do CEC e o risco de metástase. Tumores acima de 2 cm aumentam significativamente o risco de disseminação, conforme diretriz do Ministério da Saúde (Tumores Cutâneos Não Melanoma, página 19).
C) Incorreta. O CEC está relacionado à infecção por HPV, principalmente nas regiões anogenital e orofaríngea, e a imunossupressão pelo HIV pode aumentar o risco e agressividade do tumor.
E) Incorreta. "Carcinoma microcelular" refere-se tipicamente ao câncer de pulmão, não havendo relação de prognóstico ou comparação direta com os tumores cutâneos carcinoma espinocelular ou basocelular. O CEC tende a ser mais agressivo que o CBC.
Dicas e Pegadinhas:
Termos como “bordas peroladas”, “telangiectasia” e “prognóstico” são desviadores clássicos: sempre relacione à respectiva neoplasia cutânea com o quadro clínico típico! Atenção a detalhes de associação etiológica – são os fatores clínicos que diferenciam os tipos de câncer de pele na prova.
Referências: Diretriz Ministério da Saúde – Câncer de Pele Não Melanoma (PCDT), UpToDate, Adams, Principles of Dermatology, consensos da SBD e SBC.
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